DF tem o menor percentual de trabalhadores em escala 6 x 1 do país

Na capital federal, são 23,2% de pessoas trabalhando seis dos sete dias da semana. Dados são do Ministério do Trabalho e Emprego

atualizado

metropoles.com

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Kebec Nogueira/Metrópoles @kebecfotografo
Movimentação de servidores e trabalhadores na esplanada dos ministérios. Brasília (DF), 24/03/2025 Fotos: KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES
1 de 1 Movimentação de servidores e trabalhadores na esplanada dos ministérios. Brasília (DF), 24/03/2025 Fotos: KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES - Foto: <p>Kebec Nogueira/Metrópoles<br /> @kebecfotografo</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

Com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, milhares de trabalhadores do Distrito Federal e de todo o país usufruirão do benefício. A PEC foi aprovada na Comissão Especial na Câmara Federal, na tarde dessa quarta-feira (27/5), e em Plenário, em dois turnos, durante à noite.

A capital tem o menor percentual de trabalhadores com carteira assinada do país atuando na escala 6×1. São 23,2% dos assalariados, frente a 76,8% que trabalham em regime de 5×2. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), levantados a pedido do Metrópoles.

O percentual é menor em relação a outras cidades do país, como São Paulo, que tem 34% de trabalhadores celetistas folgando apenas um dia na semana. No Rio de Janeiro, 33% das pessoas estão na escala 6×1. Em Minas Gerais, 34%.

Depois do DF, o Espírito Santo (27%) e o Amazonas (28%) são as unidades da Federação com menos pessoas trabalhando na escala 6×1. Em contrapartida, Goiás, que cerca a capital do país, tem 43% de trabalhadores batendo ponto seis dos sete dias da semana.

Confira a porcentagem do DF e dos estados no gráfico:

Apesar de o Distrito Federal ter baixa porcentagem de pessoas atuando em escala 6×1, 192.078 pessoas passaram a obter um dia a mais de espaço na jornada profissional.

O MTE estima que, no DF, 651.374 pessoas serão beneficiadas pela redução. Isso porque a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas traria proveito para diferentes setores econômicos, como logística, comércio, serviços, indústria, entre outros.

Aprovação e trâmite

A Comissão Especial da PEC do fim da 6×1 aprovou, nessa quarta-feira (27/5), texto do parecer do relator Leo Prates (Republicanos-BA). Foram 34 votos a favor e quatro contrários. Posicionaram-se contra os deputados da oposição Maurício Marcon (PL-RS), Osmar Terra (PL-RS), Júlia Zanatta (PL-SC) e Gilson Marques (Novo-SC).

Também aprovada no Plenário da Câmara dos Deputados, a proposta, agora, vai ao Senado Federal. O texto recebeu 472 votos a favor ante a 22 contrários em primeiro turno. Em segundo, 461 deputados votaram a favor da proposta e 19 foram contrários.

O fim da escala 6×1 foi amplamente discutido nos últimos meses. “Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a evolução tecnológica, milhões de brasileiros e brasileiras tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia”, declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 1º de maio, Dia do Trabalho.

“Para as mulheres, a situação é muito mais difícil. Elas chegam cansadas do trabalho e, na maioria das vezes, ainda precisam cuidar da casa e dos filhos”, afirmou Lula no pronunciamento.

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