DF tem 300 mil idosos. Decreto recomenda que eles fiquem em casa

Um terço das pessoas com mais de 60 anos no DF vive sozinha ou com outro idoso. O restante divide residência com crianças e adultos

atualizado 02/04/2020 11:08

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem pedido cuidado especial com a população idosa, muito vulnerável ao coronavírus. No DF, há 300 mil pessoas com mais de 60 anos. Destas, um terço mora sozinha ou com outro idoso. O restante divide a residência com adultos e crianças. Segundo a Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), são 200 mil brasilienses expostos a vetores que circulam e levam para casa o vírus.

O mais recente decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB), publicado em edição extra do Diário Oficial do DF dessa quarta-feira (01/03), além de prorrogar o prazo de isolamento social até 3 de maio para comércios e 31 de maio para escolas, recomenda que a circulação de pessoas idosas, crianças, gestantes e com doenças crônicas se limite às necessidades imediatas de alimentação e saúde, evitando-se, ainda, qualquer movimentação de pessoas no âmbito do Distrito Federal que não seja para o exercício de atividades imprescindíveis.

A prevenção e o isolamento são mais do que nunca necessários. Segundo o governador Ibaneis Rocha, o Distrito Federal pode registrar cerca de mil infectados pelo novo coronavírus no período de pico da pandemia na capital do país. A previsão é que o número seja registrado na segunda quinzena de abril.

Um boletim divulgado no início da manhã desta quinta-feira (02/04), a Secretaria de Saúde mostrou que há 374 infectados pelo novo coronavírus no DF. São quatro casos a mais do que o registrado na noite dessa quarta-feira (01/04).

De acordo com os dados, 14 pacientes estão internados em estado grave. Outros 38 se encontram em situação moderada e 233 com infecção leve. Não houve casos de curados de quarta para quinta-feira, de acordo com o boletim.

Há diferenças entre cada uma das classificações. Nas infecções leves, o paciente não apresenta pneumonia, é uma versão mais branda, e o infectado fica em isolamento domiciliar e tem acompanhamento da Secretaria de Saúde. Já os casos moderados/graves indicam os internados em leitos gerais dentro de hospitais. Eles sentem falta de ar, mudança na frequência respiratória e problemas na saturação de oxigênio no sangue.

 

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