DF: consumidor recorrerá de indenização por compra de produto vencido
Cliente acredita que o valor recebido é irrisório pelo risco ao qual a família foi exposta

O Carrefour Comércio e Indústria foi condenado pela Justiça do Distrito Federal a indenizar Luiz Vaz, 36 anos, analista de sistemas, com a quantia de R$ 500 a título de danos morais e materiais devido à prática de venda de produto perecível fora do prazo de validade.
No entanto, o cliente procurou o Metrópoles e afirmou que irá recorrer da decisão. Segundo Luiz, a indenização não foi justa, pois não se equiparou ao risco do alimento vencido.
“Gravei vídeos sobre a falta de interesse deles, inclusive da gerente, que ignorou meus pedidos”, revela.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todasNo dia 22 de dezembro de 2019, Luiz comprou dois pacotes de pães em uma unidade da rede de supermercados Carrefour, e a família acabou consumido sem perceber que o prazo de validade já havia sido ultrapassado.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF“Minha esposa tinha acabado de ganhar o nosso filho, ele estava com dois dias de vida. Ela também consumiu do produto”, conta.
O medo de acontecer algo com esposa naquele momento é o que mais preocupou Luiz. “Como é que meu filho iria se alimentar, como a minha esposa iria ficar?”, indaga.
De acordo com o Projeto de Lei 1386/19, o consumidor que encontrar produto vencido à venda poderá ganhar outro de graça. É assegurado receber uma unidade de produto idêntico ou similar dentro da validade. No entanto, isso não aconteceu.
“Eles não trocaram os produtos, tenho aqui guardados até hoje. Voltei outras vezes e percebi que o produto vencido continuava nas prateleiras”, diz.
Confira o vídeo dos produtos vencidos:
Em um dos outros vídeos obtidos pelo Metrópoles, ele mostra que não foi a primeira vez que isso teria ocorrido. Em umas das filmagens, é apontado frascos de azeite fora do prazo estipulado da validade.
“Gostaria de deixar outras pessoas cientes. Colocar em comercial que se preocupa é uma coisa, mas, na prática, não é feito dessa maneira. Poderia ter sido uma coisa mais grave”, declara Luiz Vaz.
A empresa
O Metrópoles procurou Carrefour Comércio e Indústria em busca de um posicionamento sobre o caso. A empresa declarou o seguinte:
“O Carrefour Brasil informa que tomou conhecimento sobre a decisão do Juizado Especial Cível de Guará e que irá avaliar internamente os recursos cabíveis para esta ação. A empresa ressalta que reforçou os seus rigorosos processos de segurança alimentar, zelando pelo compromisso com a qualidade dos produtos oferecidos aos seus clientes”.









