Chacina: policial diz que corpos de vítimas estavam tomados por espuma

Um agente da PCGO disse que não conseguiu identificar os corpos das vítimas encontradas em Cristalina (GO) por causa da espuma

atualizado

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1 de 1 dia-julgamento-maior-chacina-df - Foto: HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

Uma das testemunhas que foi ouvida pelo Tribunal do Júri de Planaltina (DF), durante o julgamento do caso que ficou conhecido como a maior chacina do Distrito Federal, o policial civil de Goiás (PCGO) Hallisson Lopes Rodrigues disse que não conseguiu identificar os corpos encontrados dentro do carro encontrado em Cristalina (GO), onde estava Elizamar Silva e seus três filhos.

“Fui no veículo deixado em Cristalina e vi os corpos da Elizamar e dos três filhos. Eles estavam bem tomados por uma espécie de espuma e, na hora, não deu para identificar”, disse o policial durante a sessão.

Ainda de acordo com o agente da PCGO, por coincidência, colegas de Minas Gerais passaram uma ocorrência parecida, em Unaí, e prenderam um dos autores no Jardim Ingá, em Luziânia (GO).

“Também encontrei os celulares das vítimas que estavam em cativeiro. Posteriormente, a gente voltou lá e encontrou um dos corpos na mesma residência, com a ajuda do Corpo de Bombeiros do DF”, detalhou Halisson.

Depois, o policial disse que dois ou três celulares estavam enrolados em um papel alumínio, para dificultar a busca por localização.

O agente afirmou, ainda, que atuou na prisão de Gideon, comentando que ele estava com as mãos e o rosto queimados.

“A gente teve informação de que o rapaz que foi queimar o carro em Unaí, jogou bastante gasolina e aí se queimou. Uma pessoa que passava pelo local testemunhou e ligou para o 190 ou 197, dizendo que viu um homem ateando fogo no veículo”, explicou.

Estão sendo julgados: Gideon Batista de Menezes; Horácio Carlos Ferreira Barbosa; Carlomam dos Santos Nogueira; Fabrício Silva Canhedo; e Carlos Henrique Alves da Silva.

Os réus estão acompanhando o julgamento quase sem esboçar reação aos depoimentos. Carlomam, por exemplo, está de cabeça baixa o tempo todo. Além dos envolvidos, cerca de 30 pessoas acompanham o julgamento.

Confira imagens da sessão:

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Réus da considerada a maior chacina do DF
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Julgamento dos réus da maior chacina do DF
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Fórum de Planaltina recebe julgamento da maior chacina do DF
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Fórum de Planaltina recebe julgamento da maior chacina do DF

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Força-tarefa

Outro policial civil de Goiás, Igor Silva de Almeida também foi ouvido e comentou sobre a prisão de Horácio.

“Fui chamado para ver o carro com quatro corpos carbonizados, em Cristalina (GO). Chegando lá, soube que encontraram outro carro da mesma forma em Unaí (MG) e que os carros eram de Brasília. A partir disso, instaurou-se uma força-tarefa, que foi no Paranoá, e lá soube do Gideon e do Horácio”, detalhou.

Segundo o agente da PCGO, após cruzar dados referentes ao Horácio, a investigação descobriu que ele tinha uma namorada no Paranoá Parque. “Iniciamos diligências e, dias depois, tivemos a sorte e a expertise de encontrar o Horácio fazendo manutenção no carro. Vi o rosto dele queimado, mas não sei dizer se era do sol ou do fogo no carro”, comentou.

José Martins de Vasconcelos Sobrinho, amigo de um veterinário que conhecia o sobrinho de Marcos Antônio, também foi ouvido na condição de testemunha do caso.

Ele contou, durante o julgamento, que Marcos Antônio praticava vaquejada e que seu amigo veterinário pediu para que cuidasse dos cavalos da vítima. “Naquela altura, ela era dada apenas como desaparecida”, lembrou. “Estava com medo de ir no local e pedi ajuda para o meu amigo”, acrescentou José Martins.

Segundo ele, ao chegar na casa, percebeu que ela estava bagunçada. “Não sei se por conta da perícia. Em um dos cômodos, a gente localizou um celular que estava sem chip e levei à 6ª DP”, disse.

Entenda

O crime brutal, cometido com requintes de crueldade, foi praticado por pessoas próximas às vítimas, que tinham como objetivo a apropriação da chácara onde viviam os integrantes da família. A área, contudo, nem sequer pertencia aos mortos.


As vítimas são:

  • Marcos Antônio Lopes de Oliveira: patriarca;
  • Renata Juliene Belchio: esposa de Marcos;
  • Gabriela Belchior de Oliveira: filha do casal;
  • Thiago Gabriel Belchior de Oliveira: filho do casal;
  • Elizamar da Silva: esposa de Thiago;
  • Rafael (6 anos), Rafaela (6) e Gabriel (7): filhos de Thiago e Elizamar;
  • Cláudia da Rocha Marques: ex-companheira de Marcos;
  • Ana Beatriz Marques de Oliveira: filha de Marcos e Cláudia.

 

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