CEB estuda geração de energia sustentável com uso de lixo

Dois projetos-pilotos devem ser implementados ainda neste ano. Para que sejam colocados em prática, serão necessários de 18 a 24 meses

Vinícius Santa Rosa/MetrópolesVinícius Santa Rosa/Metrópoles

atualizado 15/01/2019 7:21

A Companhia Energética de Brasília (CEB) vai apostar em geração de energia sustentável a partir de dois projetos-pilotos. Em um deles, o próximo presidente da empresa, Edison Garcia, estuda aproveitar restos de materiais do antigo Lixão da Estrutural, que produzem o chamado gás metano, para montar uma usina de geração de novas fontes.

Segundo o diretor-geral da CEB Geração, Eduardo Roriz, o custo é mais barato. “A população aumenta e produzimos muito lixo. Essa é uma forma de ter projetos socioambientais.” Outra proposta é aproveitar os galhos e madeiras das podas das árvores para produção de energia elétrica. A ideia é levar os restos de materiais para a usina. Os estudos estão em estágio avançado e devem começar a ser implementados ainda neste ano. Para que saiam do papel, serão necessários de 18 a 24 meses.

Nesta segunda-feira (14/1), Edison Garcia fez uma visita à Usina Hidrelétrica do Paranoá, com a equipe técnica da CEB (imagem abaixo), e destacou a importância do local. “Aqui tem não só a parte de fornecimento de energia mas também o controle do que chega de água, atendendo resolução da Adasa [Agência Reguladora de águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal] de uso múltiplo do Lago Paranoá para turismo, navegação e captação”, explicou.

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O novo gestor deve ser empossado nos próximos dias. Ele aguarda a sua exoneração do cargo de presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para assumir a nova função.

Problemas
Edison Garcia assume a presidência da empresa em meio à polêmica venda de R$ 675 milhões em ações. Em 17 de dezembro de 2018, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) liberou a transação, que estava suspensa desde outubro, quando a Corte acatou denúncia de irregularidades na alienação dos títulos da estatal e determinou o embargo da medida.

A companhia pretende vender suas participações acionárias em cinco empreendimentos de geração de energia nas regiões Centro-Oeste e Norte. Em alguns casos, a CEB deixará de ser a maior acionista para não ter qualquer participação. É o que acontecerá com a Corumbá Concessões, mais conhecida como Corumbá IV, produtora de parte da energia elétrica consumida pelos brasilienses.

Em comunicado ao mercado, a companhia informou aos acionistas e possíveis compradores sobre a decisão do TCDF. A venda, por meio de leilão, está prevista para o dia 21 de fevereiro de 2019.

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