Concurso Sedestmidh: Ibrae divulga novo cronograma de provas

As avaliações para especialista em assistência social e técnico em assistência social estão marcadas para este mês e para maio

Arquivo pessoal

atualizado 08/04/2019 12:15

O Instituto Brasil de Educação (Ibrae) divulgou, nesse domingo (7/4), um novo cronograma de provas para o concurso da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedest), antiga Sedestmidh. As avaliações foram suspensas em 24 de março, após uma série de problemas na aplicação do certame.

O novo calendário mostra as datas de aplicação de todas as provas para as carreiras de especialista em assistência social e técnico em assistência social. O único cargo que já tinha avaliação marcada era o de educador social. O documento está disponível no site do Ibrae.

Reprodução/Ibrae
As provas serão realizadas nos meses de abril e maio

O Ibrae também informou que, em breve, o calendário completo com informações sobre o resultado de provas e aplicação de recursos será divulgado. A banca destaca que os locais das provas serão anunciados até 10 dias antes das avaliações. Para ter acesso aos endereços, os candidatos deverão acessar o site da empresa.

O concurso foi lançado em novembro do ano passado, com 314 vagas imediatas e 1.570 para formação de cadastro de reserva, para os cargos de especialista em assistência social e técnico em assistência social. A banca registrou 53.748 inscritos: 27.297 de ensino médio e 26.451 com ensino superior. As remunerações vão até R$ 3,5 mil.

Entenda o caso
A banca decidiu anular as provas do concurso após o atraso na distribuição dos testes aos candidatos que estavam na Universidade Paulista (Unip), na 913 Sul.

Revoltados, os concurseiros ficaram nos corredores e pediram a suspensão do certame. Em imagens enviadas ao Metrópoles, foi possível ver pessoas com as provas na mão discutindo as questões e tirando foto das páginas. Nos corredores, a suspeita era a de que um malote tinha sido extraviado do Bloco I da instituição de ensino.

0

Muitas pessoas desistiram e foram embora revoltadas, com as provas em mãos. Outros problemas apontados pelos concurseiros foram a falta de detector de metais, de policiamento e falha na fiscalização. “Não tinha fiscal nos corredores, nem mesmo no banheiro. O que é de praxe em todos os concursos. Foi uma bagunça generalizada”, disse o candidato Paulo Mesquita.

Vandalismo
Em nota, o Ibrae disse que cometeu um “engano” ao mandar malote de provas para a faculdade errada, mas afirma que o cancelamento do certame se deu por conta de “atos de vandalismo de alguns candidatos”.

No texto, a banca organizadora explica ter constatado que um único malote de provas destinado para a Unip foi enviado à Upis. Esse “engano”, segundo o Ibrae, atrasaria em 27 minutos o início da prova em cinco salas da Unip.

O instituto detalhou, na ocasião, que a distância entre as universidades é de menos de 1 km e frisou, ainda, que o “engano” foi solucionado. “O único malote de provas trocado chegou corretamente à Unip, inviolado, às 8h27”, destaca o texto. A banca ressalta que o tempo extra seria acrescido ao total do prazo para a realização da prova, a fim de que nenhum candidato das cinco salas fosse prejudicado.

“O que seria uma simples troca de malote transformou-se em um verdadeiro ato de vandalismo praticado por alguns candidatos que estavam na Unip”

Trecho da nota do Ibrae

“Contudo, um único fato impediu o reinício da prova. Quatro homens deixaram juntos uma das salas, contrariamente à instrução da coordenação do concurso. Eles foram reiteradamente informados que
deveriam retornar para o local de provas, mas se negaram a fazê-lo. Em seguida, os vândalos prenderam seis coordenadores do concurso na Sala de Coordenação da Unip, durante mais de duas horas, inviabilizando que as provas corretas fossem, enfim, levadas às salas”, comunicou o Ibrae.

Confira a nota na íntegra:

Comunicado Ibrae by Metropoles on Scribd

Investigação
A Polícia Civil abriu investigação para avaliar possíveis irregularidades no concurso. A apuração foi conduzida pela Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública (Cecor). A unidade concluiu  o inquérito no dia 3 de março. Os policiais entenderam que não houve fraude no certame. Por isso, ninguém foi indiciado.

Veja vídeos da confusão:

 

Últimas notícias