Nada chique! Sexóloga revela comportamentos mais desagradáveis no sexo
Trend "coisas que acho chique" tem viralizado. A coluna Pouca Vergonha entrou na onda para revelar o que não é nada elegante na hora do sexo

Nos últimos dias, vídeos de influenciadoras e celebridades participando da trend “coisas que acho chique” viralizaram nas redes sociais. A brincadeira reúne gostos, lugares, hábitos e até comportamentos considerados “sofisticados” por quem entra na onda. Sabendo disso, a coluna Pouca Vergonha decidiu seguir o caminho contrário e conversou com uma sexóloga para descobrir o que, afinal, não tem nada de chique na hora do sexo.

Receba no seu email as notícias da coluna Pouca Vergonha
Frequência de envio: Semanal
Ver todasÉ mais profundo do que parece
Em entrevista ao Metrópoles, Stephanie Seitz destaca que, em sua opinião, essa percepção não tem nada a ver com posição, características corporais e performance. Segundo ela, na verdade, “nada chique” é não perceber o parceiro.
“É insistir em alguma coisa que a pessoa não está confortável, fazer comentários sobre o corpo, comparar com ex, querer performar o tempo inteiro ou achar que o prazer de um é responsabilidade do outro. Sexo pode ser divertido, pode ter barulho, pode ter uma situação meio atrapalhada, pode dar risada. Isso é vida real. O que não é nada chique é faltar respeito, cuidado e sintonia”, afirma.
Considere estes fatores
Ao elencar comportamentos que costumam quebrar o clima, a sexóloga acrescenta que pressa para chegar logo à penetração, ficar no celular, fazer “brincadeiras” constrangedoras e não procurar saber se o outro está gostando também entram na lista.
“E tem algo básico: higiene. Parece óbvio, mas cuidado pessoal também faz parte do encontro. Sexo bom não é uma apresentação. É troca”, complementa.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDe acordo com Seitz, principalmente os homens consomem conteúdos pornográficos e equivocadamente acreditam que eles são sedutores na vida real.

“Às vezes, a pessoa viu uma cena em filme, série ou conteúdo adulto e acha que aquilo funciona para todo mundo. Falar de um determinado jeito, puxar cabelo, dar tapa, tentar uma posição sem conversar antes… O que é extremamente excitante para uma pessoa pode ser completamente desagradável para outra”, ressalta.
Sensibilidade é tudo
Por último, a especialista enfatiza que a elegância na cama está associada à sensibilidade.
Ou seja, é saber ouvir, observar, perguntar, respeitar um “não” e conseguir falar do que gosta. Nesse caso, vale ressaltar que o sexo não precisa virar uma entrevista, e sim considerar os sinais do corpo — como respiração, movimento e aproximação.
“Quando existe intimidade e atenção, essa comunicação vai ficando cada vez mais natural. No final, acho que ser elegante na cama é muito simples: não pensar só no próprio prazer e fazer com que o outro se sinta à vontade para ser quem é”, finaliza.















