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Pouca vergonha

Orgulho Lésbico: jovem conta como 1ª vez com uma mulher mudou sua vida

Em entrevista à coluna, jovem de 21 anos relata primeira vez com uma mulher e como experiência mudou a forma de viver a própria sexualidade

19/08/2026 02:00
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Foto colorida de mulheres em momento íntimo

No Dia do Orgulho Lésbico, celebrado nesta quarta-feira (19/8), histórias de descoberta também ajudam a mostrar que não existe uma única forma de entender a própria sexualidade. Para Manuela Barbosa, jovem de 21 anos, esse processo começou há seis anos, quando uma brincadeira entre amigas acabou levando a sua primeira experiência com uma mulher.

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Como tudo começou

No primeiro ano do ensino médio, Manuela morava no Canadá e fazia parte de um grupo de oito amigas que costumava se reunir no vestiário durante o horário escolar e, depois das aulas, na casa de uma delas. Em um desses encontros, o grupo inventou um jogo em que a primeira a beijar todas as outras ganharia um prêmio.

Foi nesse ‘rolê’ que tive minha primeira experiência com mulheres. Foi ali que todas nós entendemos um pouco mais sobre a nossa sexualidade”, conta ao Metrópoles.

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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Embora se entendesse como bissexual na época, a jovem afirma que sempre se interessou mais por mulheres. A sensação, no entanto, nem sempre foi positiva, já que ela cresceu sem qualquer representatividade em seu círculo social.

Devido a esse medo, acabou também se relacionando com homens enquanto explorava a curiosidade pelo feminino.

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A primeira vez

Durante as primeiras ficadas com garotas, uma experiência íntima com uma das amigas fez com que ela começasse a entender o que sentia.Nunca tinha sentido nada tão intenso e real com outra pessoa”, lembra. 

A primeira vez que transou com uma mulher aconteceu pouco depois, com uma menina com quem já estava ficando. Com a mãe viajando, decidiu convidá-la para sua casa — pois, em suas palavras, as duas já haviam se aproximado outra vezes e tinham uma vontade acumulada.

Para fazer jus à fama de cuidado das lésbicas, arrumou o quarto, redecorou o espaço e até acendeu um incenso antes da chegada.

Foto colorida de mulheres em momento íntimo
Experiência foi um divisor de águas

Depois que tudo rolou, Manuela afirma que não teve muitas dúvidas sobre o que aquela experiência significava. “Aquilo era a resposta”, comenta sobre o que passou em sua cabeça. “A melhor uma hora que eu pude viver naquela idade”, brinca.

De acordo com ela, tudo que conseguia pensar, à época, era quando seria a próxima vez.

Não é simples como parece

Apesar de ter sido positiva, a descoberta também veio acompanhada de inseguranças. Por ser uma mulher desfeminilizada, a jovem tinha medo de como deveria se comportar durante o sexo e carregava algumas questões com o próprio corpo.

Eu demorei três meses para me permitir tirar minha camisa e ser tocada. Pensava que precisava ser sempre ativa e nunca desejada”, relembra.

Com o tempo, essa percepção acabou mudando e, segundo ela, uma das coisas que mais a marcaram naquela primeira vez foi justamente estar diante de um corpo como o seu.Foi a primeira vez que pude tocar em uma mulher, então senti como se estivesse me tocando”, relata.

Foto colorida de mulheres em momento íntimo
É mais fácil explorar um corpo semelhante

Além disso, Barbosa revela que passou a se expressar mais pela forma como se vestia, pesquisou sobre a comunidade lésbica e passou a se reconhecer mais nela. Ao mesmo tempo, também se distanciou dos homens e, posteriormente, começou a namorar e a levar a pauta lésbica para o dia a dia.

Liberdade de ser

Hoje, aos 21 anos, a jovem acredita que aquela experiência representou mais do que o primeiro sexo uma mulher: foi quando, de fato, entrou em contato com uma parte essencial da própria identidade.

Para quem ainda tem medo de viver esse processo, Manuela reconhece que a descoberta pode assustar, mas considera que vale a pena.

Não é um bicho de sete cabeças como pode parecer, e eu acho que o diálogo é essencial para que a experiência seja tranquila também”, conclui.