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Geração Z aposta em novas experiências e posições sexuais
Pesquisa mostra que alguns jovens estão mais abertos a experimentar na vida sexual — mas ainda cautelosos
atualizado
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O jeito de se relacionar mudou — e a vida sexual acompanhou essa transformação. Em uma geração marcada pela hiperconectividade, pelo debate aberto sobre saúde mental e pelo questionamento de padrões tradicionais, o sexo deixou de ser tratado como tabu e passou a ser visto como mais um espaço de autoconhecimento. Para a Geração Z, experimentar, conversar sobre desejos e redefinir limites faz parte do processo de construção da própria identidade.
A posição missionária pode até continuar existindo, mas, para muitos jovens da Geração Z, ela já não ocupa mais o centro do palco. A repetição das mesmas preliminares e roteiros previsíveis perde espaço para uma busca constante por novidade, conexão e experiências que fujam do padrão.

Os números refletem essa disposição para experimentar. Segundo uma pesquisa da EduBirdie , feita com 2 mil pessoas, 37% afirmam já ter feito jogos de interpretação de papéis, explorando fantasias e dinâmicas diferentes. Outros 29% dizem já ter transado em público, enquanto 23% admitem ter trocado mensagens de conteúdo sexual no ambiente de trabalho.
Além disso, 20% relatam ter compartilhado fotos explícitas online. Os dados sugerem uma geração menos presa a convenções e mais aberta a testar limites, desde que haja consentimento e curiosidade mútua.
Apesar dessa abertura para experimentar, a Geração Z demonstra cautela quando o assunto é exposição. Para 53%, a intimidade — incluindo os detalhes mais picantes — deve permanecer restrita ao casal. Outros 13% vão além e afirmam não comentar absolutamente nada com ninguém. Ou seja, existe uma clara separação entre viver experiências e torná-las públicas.
Ainda assim, parte dos jovens adota uma postura mais transparente: 45% compartilham relatos com amigos próximos, 12% conversam sobre o tema com familiares e 8% chegam a publicar algo nas redes sociais. O equilíbrio entre ousadia e discrição revela uma geração que experimenta mais, mas que também valoriza o controle sobre a própria narrativa e a privacidade das suas relações.










