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Mulheres da Gen Z veem sexo casual com menos restrições que homens
Contrariando estereótipos, pesquisa indica que jovens mulheres são mais tolerantes a relações sem compromisso e modelos abertos
atualizado
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Um novo levantamento do Survey Center on American Life indica uma inversão interessante nos costumes da Geração Z: mulheres jovens demonstram maior abertura ao sexo casual do que homens da mesma faixa etária. O dado contraria estereótipos comuns sobre comportamento sexual e aponta para mudanças culturais mais amplas.
Entre os participantes mais jovens da pesquisa, especialmente mulheres, houve maior aceitação moral não apenas do sexo sem compromisso, mas também do aborto e de relacionamentos abertos. O resultado chama atenção em um contexto em que o sexo casual costuma ser visto com desconfiança — sobretudo quando envolve mulheres em aplicativos de namoro.
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Apesar de mais da metade dos norte-americanos ouvidos (56%) considerar moralmente errado ter relações sexuais com alguém que não se conhece bem, essa reprovação diminui entre os mais jovens. Ainda assim, há diferenças claras entre os gêneros: 51% das mulheres jovens dizem ver esse tipo de relação como moralmente errada, contra 57% dos homens jovens.
A distância aumenta quando o tema são relacionamentos abertos. Apenas 46% das mulheres da Geração Z afirmam que esse tipo de arranjo é moralmente errado na maioria ou em todas as situações. Entre os homens jovens, esse índice sobe para 57%.
Para a terapeuta licenciada Alexandra Cromer, da Thriveworks, essa diferença reflete uma transformação cultural mais ampla. Em entrevista à Newsweek, ela explica que homens da Geração Z tendem a adotar posições mais conservadoras, enquanto as mulheres jovens se alinham com mais frequência a visões políticas e sociais liberais.
Segundo Cromer, o maior acesso à informação desempenha papel central nesse processo. A educação e o contato com ideias feministas, diz ela, contribuem para que mulheres questionem padrões tradicionais — como a noção de que sexo casual é necessariamente algo negativo — e desenvolvam opiniões próprias a partir de suas experiências.

O estudo ouviu 5.451 adultos nos Estados Unidos, entre 25 de julho e 1º de agosto de 2025, com margem de erro de 1,59 ponto percentual.
Cromer acrescenta que a exposição a diferentes culturas e perspectivas costuma levar a um pensamento menos rígido sobre moralidade. “Classificar algo simplesmente como ‘errado’ ou ‘ruim’ costuma refletir uma visão categórica e limitada”, afirmou. Para ela, a educação feminista também fortalece a ideia de autonomia corporal, ajudando mulheres a enxergar o sexo como uma escolha pessoal legítima.

Na avaliação da terapeuta, a tendência é que essas mudanças se aprofundem. “À medida que a sociedade valoriza mais a diversidade de perspectivas e a autonomia individual, veremos uma multiplicidade maior de visões sobre moralidade e relacionamentos”, concluiu.










