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Pouca vergonha

Medo de fazer sexo durante a menopausa pode desencadear quadro de ansiedade

Devido ao ressecamento e outros sintomas, muitas mulheres ficam com receio de fazer sexo na menopausa. Quadro pode desencadear ansiedade

30/10/2026 02:00
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Homem prestando apoio emocional para mulher chorando- Metrópoles

Os efeitos da menopausa impactam o sono, o humor, a autoestima e até a relação da mulher com o próprio corpo — fatores que têm influência direta na vida sexual. Nesse cenário, é muito comum surgir uma ansiedade constante, alimentada pelo medo da dor ou pela cobrança por desempenho no sexo. 

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Ao Metrópoles, a psiquiatra Elaine Bida comenta que, com a diminuição do estrogênio, é natural ocorrer ressecamento vaginal, o que pode provocar desconforto durante o ato.

“Quando a mulher passa a associar o sexo à dor, pode começar a sentir medo antes mesmo de qualquer contato íntimo. Esse receio gera tensão, dificulta a excitação e pode fazer com que ela evite as relações sexuais. A menopausa é também um período de maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade e depressão”, destaca.

Medo de fazer sexo durante a menopausa pode desencadear quadro de ansiedade - destaque galeria
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Como identificar que ultrapassou o limite do hormonal?

Embora a diminuição da libido seja um processo natural, ela chama atenção para a importância de reconhecer quando não se trata apenas de alteração hormonal. Alguns sinais são:

  • Medo de sentir dor;
  • Ansiedade antes do contato íntimo;
  • Vergonha ou insegurança com o próprio corpo;
  • Evitação frequente;
  • Sentimento de culpa por não corresponder às expectativas do parceiro;
  • Tristeza, irritabilidade ou preocupação excessiva.
FreepikFoto colorida de mulher na menopausa - Menopausa pode reduzir a massa cinzenta e afetar sono, aponta estudo - Metrópoles
A menopausa provoca uma série de mudanças no corpo da mulher

“Quando esses sentimentos passam a interferir na intimidade e na qualidade de vida, é importante investigar a presença de ansiedade ou de outros fatores emocionais. A questão não é quantas vezes a mulher sente desejo, mas se essa mudança está causando sofrimento”, explica.

E o tratamento?

Acerca do tratamento, Elaine afirma que a abordagem é multidisciplinar. No quesito físico, hidratantes vaginais e fisioterapia pélvica podem ser algumas das soluções para o ressecamento e para a dor. No mental, por sua vez, ela indica psicoterapia, diálogo aberto com o par e técnicas de relaxamento.

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Por último, a médica enfatiza que a avaliação psiquiátrica se torna necessária quando a ansiedade é intensa e limitante.

Olga Pankova/Getty ImagesDuas mulheres sentadas em poltronas conversando. Metrópoles
Psicoterapia é um dos meios para tratar a ansiedade

“É importante quando a mulher observa perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas, dificuldades importantes no relacionamento ou sofrimento emocional que compromete sua qualidade de vida”, encerra.