Jovens trocam sexo casual por encontros mais profundos, diz pesquisa
O sexo casual parece estar em declínio, já que jovens têm rejeitado a prática em favor de relações e encontros mais significativos

Por muito tempo, os encontros de uma noite foram vistos como parte natural da vida sexual. Agora, porém, uma pesquisa recente sugere uma virada: o sexo casual estaria perdendo espaço entre os jovens, que buscam conexões mais significativas.
Os dados do relatório da Lovehoney revelaram que metade dos jovens de 18 a 24 anos já teve uma relação sexual sob efeito de álcool, em comparação com quase 70% das pessoas de 25 a 34 anos e quase três quartos dos indivíduos de 35 a 44 anos.
A pesquisa observou que “sem os efeitos de desinibição do álcool ou de espaços específicos onde encontros casuais são socialmente aceitos, não é de se surpreender que os casos de uma noite estejam em declínio”.
“Intimidade mais intencional”
A crise do custo de vida faz com que muitos jovens ainda morem com os pais, e as condições que antes tornavam os encontros casuais mais acessíveis praticamente desapareceram.
Isso se reflete nos dados: 77% daqueles que vivem com os pais afirmam que jamais levariam um(a) parceiro(a) para um encontro casual em casa. Por isso, cada vez mais jovens estão optando por uma intimidade mais intencional.
“Os jovens não está rejeitando a intimidade, pelo contrário, está sendo mais intencional em relação a ela, atribuindo mais significado ao sexo e buscando conexão em seus próprios termos”, explicou Elisabeth Neumann, autora da pesquisa.
Como resultado dessa nova abordagem, os jovens estão fazendo muito menos sexo do que as gerações mais velhas.
Geração Z é a que menos faz sexo
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Kinsey, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, constatou que a geração Z transa menos que as anteriores.
Para chegar a esses dados, foram ouvidas mais de 3.310 pessoas de 71 países diferentes, e com idades entre 18 e 75 anos.
Em média, os entrevistados da geração Z disseram ter feito sexo três vezes no último mês, assim como os baby boomers. As gerações Y e X relataram números maiores, com ambos os grupos fazendo sexo cinco vezes no último mês.

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