Excesso de telas enfraquece a vida sexual dos casais, alerta sexóloga
Devido ao estímulo rápido e infinito, as telas acabam atrapalhando o tesão e intimidade dos casais. Sexóloga explica como melhorar o hábito

Você já se pegou frustrado por que seu parceiro dá mais atenção para o celular do que para um momento de intimidade a dois? A ciência explica que quando o cérebro está habituado ao estímulo rápido e infinito das telas, a intimidade física, um processo mais lento que exige presença, acaba perdendo o “brilho” competitivo. Ou seja, se o celular se torna prioridade, o tesão do casal inevitavelmente fica em segundo plano
Em entrevista ao Metrópoles, a sexóloga Alessandra Araújo comenta as principais consequências para quem lida com um parceiro hiperconectado.
“A pessoa ignorada sente-se desvalorizada e passa a ‘cobrar’ atenção de forma agressiva ou entra em um ciclo de ressentimento. É quase impossível sentir desejo por alguém que te faz sentir invisível”, afirma.
Benefícios e consequências
Segundo ela, as telas criam uma zona de conforto para evitar conflitos e conversas difíceis, ao contrário da relação sexual, que exige um aquecimento mental para transitar ao estado de excitação. “A intimidade demanda, em primeiro lugar, vulnerabilidade e presença”, ressalta.
Para mudar essa dinâmica, deve haver um compromisso genuíno de ambos parceiros. “Quando um está no celular enquanto o outro tenta conversar ou ter contato físico, cria-se uma interrupção na sincronia afetiva”, explica.

Entre os benefícios de priorizar o sexo a ficar scrolando nas redes sociais, a especialista destaca: aumento da curiosidade e interesse no par, melhora na comunicação — o que promove a oxitocina, hormônio do vínculo — e, por último, regulação do ritmo sexual, levando a um momento de pura conexão e entrega.
Mãos à obra!
Para ajudar os casais que estão lidando com esse problema, a sexóloga revelou algumas orientações práticas.

Veja:
- Defina um horário (exemplo: às 22h) em que os aparelhos ficam fora do quarto ou em modo avião;
- Determine que a mesa de jantar e a cama são sagradas e livres de telas;
- Crie o hábito de, ao chegar em casa, separar pelo menos 10 minutos de atenção plena e diálogo;
- Troque as telas noturnas por massagens, carinho e até jogos de perguntas.
“A tecnologia é uma ferramenta incrível, mas ela se torna um ‘terceiro elemento’ tóxico no relacionamento quando não tem limites. O sexo é um ato de atenção plena; quanto mais fragmentada está a nossa mente entre o digital e o real, menos capacidade temos de experimentar o prazer autêntico”, conclui.

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