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Pouca vergonha

Excesso de telas enfraquece a vida sexual dos casais, alerta sexóloga

Devido ao estímulo rápido e infinito, as telas acabam atrapalhando o tesão e intimidade dos casais. Sexóloga explica como melhorar o hábito

20/06/2026 02:00
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Foto colorida de mulher com cara de indignação ao ver namorado mexer no celular na cama

Você já se pegou frustrado por que seu parceiro dá mais atenção para o celular do que para um momento de intimidade a dois? A ciência explica que quando o cérebro está habituado ao estímulo rápido e infinito das telas, a intimidade física, um processo mais lento que exige presença, acaba perdendo o “brilho” competitivo. Ou seja, se o celular se torna prioridade, o tesão do casal inevitavelmente fica em segundo plano

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Em entrevista ao Metrópoles, a sexóloga Alessandra Araújo comenta as principais consequências para quem lida com um parceiro hiperconectado.

“A pessoa ignorada sente-se desvalorizada e passa a ‘cobrar’ atenção de forma agressiva ou entra em um ciclo de ressentimento. É quase impossível sentir desejo por alguém que te faz sentir invisível”, afirma.

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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

PeopleImages/Getty Images
Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar

Yana Iskayeva/Getty Images
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
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O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono

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É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
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É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade

filadendron/Getty Images
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
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No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança

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Benefícios e consequências

Segundo ela, as telas criam uma zona de conforto para evitar conflitos e conversas difíceis, ao contrário da relação sexual, que exige um aquecimento mental para transitar ao estado de excitação. “A intimidade demanda, em primeiro lugar, vulnerabilidade e presença”, ressalta.

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Para mudar essa dinâmica, deve haver um compromisso genuíno de ambos parceiros.Quando um está no celular enquanto o outro tenta conversar ou ter contato físico, cria-se uma interrupção na sincronia afetiva”, explica.

Foto colorida de casal abraçado em cama
O toque promove a liberação de hormônios

Entre os benefícios de priorizar o sexo a ficar scrolando nas redes sociais, a especialista destaca: aumento da curiosidade e interesse no par, melhora na comunicação — o que promove a oxitocina, hormônio do vínculo — e, por último, regulação do ritmo sexual, levando a um momento de pura conexão e entrega.

Mãos à obra!

Para ajudar os casais que estão lidando com esse problema, a sexóloga revelou algumas orientações práticas.

Imagem colorida de homem deitado na cama com o celular ligado - Metrópoles
Não deite com o celular

Veja:

  • Defina um horário (exemplo: às 22h) em que os aparelhos ficam fora do quarto ou em modo avião;
  • Determine que a mesa de jantar e a cama são sagradas e livres de telas;
  • Crie o hábito de, ao chegar em casa, separar pelo menos 10 minutos de atenção plena e diálogo;
  • Troque as telas noturnas por massagens, carinho e até jogos de perguntas.

“A tecnologia é uma ferramenta incrível, mas ela se torna um ‘terceiro elemento’ tóxico no relacionamento quando não tem limites. O sexo é um ato de atenção plena; quanto mais fragmentada está a nossa mente entre o digital e o real, menos capacidade temos de experimentar o prazer autêntico”, conclui.