Psicólogo afirma que insistência no flerte afasta as chances de sexo
Nunca consegue chegar aos finalmentes? Psicólogo explica que, às vezes, o problema está na insistência e desrespeito durante o flerte sexual

É muito comum ouvir solteiros reclamando que “a pista está salgada”. Mas será que o movimento está realmente ruim ou as pessoas simplesmente não sabem como se aproximar de forma interessante? Cada vez mais pretendentes — especialmente mulheres heterossexuais — têm preferido o celibato a dar chance a um sexo frustrante, considerando que o próprio flerte já começa com insistência e desrespeito.
Pensando nisso, a coluna Pouca Vergonha preparou algumas orientações de um psicólogo para quem está cansado da seca e e quer reacender a chama com respeito e muito desejo.
Confira!
Consentimento vai além do respeito
Em entrevista ao Metrópoles, Ítalo Teixeira, docente de psicologia, explica que a principal diferença entre uma abordagem saudável e inconveniente está em respeitar a autonomia do outro.
“Pressupõe interesse genuíno, comunicação clara e abertura para ouvir tanto manifestações de interesse quanto sinais de desinteresse”, afirma.
Em contrapartida, apostar na insistência ou ignorar limites são os principais motivadores para a falta de conexão. “São pessoas que desconsideram desconfortos e colocam suas próprias expectativas acima das necessidades e vontades do pretendente.”
O especialista também chama atenção para que, especialmente se tratando de sexo, o respeito não está relacionado somente a evitar comportamentos agressivos, mas também a compreender que o consentimento é construído ao longo da interação.

Os sinais importam
Para muita gente, pode ser difícil de entender se o flerte está realmente dando resultados. Ítalo, porém, destaca que o segredo não está em sinais universais — e sim na comunicação explícita. Ainda assim, alguns comportamentos podem sugerir abertura, são eles:
- Reciprocidade na conversa;
- Demonstrações espontâneas de interesse;
- Disponibilidade para prolongar o contato;
- Curiosidades sobre a vida da paquera;
- Iniciativas compartilhadas de aproximação.

“O mais importante é não interpretar a ausência de um ‘não’ como um ‘sim’. Diante de dúvidas, perguntar de forma respeitosa costuma ser a melhor alternativa”, ressalta o docente do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF).
Por último, o psicólogo salienta que outro erro, em contextos de flertes sexuais, é pressupor que o próprio desejo é suficiente para uma aproximação mais intensa — a exemplo de comentários invasivos e tentativas de acelerar etapas. “O objetivo não é convencer alguém a querer transar, mas criar condições para que ambos expressem livremente seus desejos, limites e interesses”, conclui.

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