
Ilca Maria EstevãoColunas

Marcas trocam influencers por especialistas como estratégia de conexão
Nova fase de posicionamento on-line valoriza autoridade, repertório e conexões mais profundas com o público
atualizado
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O posicionamento de marcas no mundo digital vive uma fase que vai na contramão da tendência da última década. Em um cenário saturado por publis repetitivas e um número cada vez maior de digital influencers, empresas e marcas de prestígio começam a trocar influenciadores de massa por nomes com bagagem intelectual, repertório sólido e autoridade real em seus nichos.
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Influencers x especialistas
Longe do modelo tradicional que prioriza alcance e viralização, surge um novo perfil de criador: os chamados “alternativamente influentes”. São professores, executivos, artistas e especialistas que não necessariamente acumulam milhões de seguidores, mas exercem influência sobre comunidades específicas.

A movimentação é percebida por agências veteranas que, atentas ao desgaste das marcas, se adaptam aos novos algoritmos e públicos. A proposta se baseia em substituir volume por profundidade.
Moda troca alcance por repertório
Esse movimento já atinge a moda, uma indústria que tradicionalmente se apoia em repertório cultural e histórico nas suas criações. Apesar disso, a inegável influência das redes sociais no mercado fez com que as marcas precisassem abraçar os influencers de massa.
Hoje. parte da indústria volta a investir em narrativas mais profundas. Marcas como Gucci têm apostado em colaborações com artistas, estilistas e criativos que expandem o universo estético da grife, muitas vezes com liberdade criativa e abordagem conceitual.

Outra marca que ilustra bem essa virada é a dinamarquesa Ganni, que vai além das redes sociais ao investir em formatos como podcasts e conversas com criativos, criando uma comunidade baseada em troca intelectual e cultural.
No mesmo movimento, outras gigantes da indústria passaram a explorar conteúdos como podcasts e projetos editoriais próprios, reforçando uma comunicação menos imediatista e mais reflexiva. Em seu canal do YouTube, a Chanel publica podcasts, entrevistas e behind the scenes com profissionais das diferentes etapas da cadeia produtiva, entregando ao público mais do que um simples marketing, e sim conteúdo de qualidade que pode atingir até mesmo quem não consome a marca.
























