Ecossexualidade: movimento propõe sustentabilidade até no sexo
Você já ouviu falar em ecossexualidade? Movimento gera debate sobre adotar hábitos de consumo sustentáveis até quando se trata de sexo

Em tempos de aquecimento global e números preocupantes de degradação ambiental, cada vez mais pessoas estão aderindo à sustentabilidade. No âmbito sexual, não é diferente: a chamada ecossexualidade vem ganhando destaque como um movimento une intimidade e consciência ecológica.
Ao contrário de alguns preconceitos associados a sexualidades que fogem do padrão heteronormativo, a proposta não tem nada a ver com “se atrair por árvores”. O movimento, na verdade, busca gerar um debate sobre consumo consciente e mudanças no estilo de vida dentro da área da sexualidade — a exemplo de produtos e sex toys fabricados e descartados de maneira sustentável.
Mudanças necessárias no mercado
Beatriz Roedel, educadora em sexualidade, destaca que as gerações mais jovens têm buscado marcas de bem-estar sexual que demonstrem preocupação ambiental, segurança e transparência dos materiais utilizados.
Devido a esse movimento dos consumidores, as empresas também passaram por mudanças. Alguns dos novos investimentos, segundo ela, incluem:
- Vibradores e brinquedos íntimos feitos de silicone médico, vidro borossilicato ou aço inox, principalmente modelos recarregáveis, porque duram mais e reduzem o descarte de pilhas;
- Preservativos feitos com látex natural certificado e opções veganas, produzidos com processos considerados mais responsáveis;
- Lubrificantes à base d’água com ingredientes biodegradáveis e embalagens recicláveis;
- Lingeries produzidas com algodão orgânico, bambu ou outros tecidos sustentáveis.

“No fim, a ideia não é abrir mão do prazer, mas fazer escolhas mais conscientes e duráveis sem comprometer saúde e segurança”, salienta.
Transe e goze, mas salve o planeta!
Para quem não sabe por onde começar, a especialista deixou algumas dicas práticas que, além de garantir um sexo seguro, podem fazer toda diferença para o meio ambiente. “A ideia principal é simples: trocar o descartável pelo durável e priorizar materiais seguros”, ressalta.
Em primeiro lugar, é necessário investir em produtos com maior qualidade, já que estes duram mais tempo e geram menos resíduos. Pensando em segurança, a escolha de materiais compatíveis com o corpo também entra na lista de prioridades — e vale ressaltar que “natural” nem sempre é sinônimo disso.

O descarte de pilhas, como no caso de vibradores e eletrônicos, devem ser feitos em pontos de coletas específicos.
Acerca das embalagens, procure pelas recicláveis e menores, pois quanto menos lixo, melhor. Por último, não utilize objetos que não são feitos para uso íntimo, e lembre-se, preservativos continuam essenciais para proteção contra ISTs e gravidez não planejada.

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