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Pouca vergonha

Sexo seguro pode ficar comprometido com a guerra no Irã; entenda

Os custos aumentaram e alguns insumos usados na produção de preservativos passaram a faltar desde quando começou a guerra no Oriente Médio

28/04/2026 13:38
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Sexo seguro pode ficar comprometido com a guerra no Irã; entenda
Sexo seguro pode ficar comprometido com a guerra no Irã; entenda

O fornecimento de insumos essenciais para a produção de preservativos está sendo comprometido com a guerra no Oriente Médio. Diante disso, os preços das camisinhas podem aumentar e, como consequência, o sexo seguro pode ficar mais caro.

Segundo Goh Miah Kiat, CEO da maior fabricante de preservativos do mundo, a empresa pode precisar elevar os valores em até 30%. O motivo é o conflito no Irã, que tem paralisado o estreito de Hormuz, dificultando o transporte.

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O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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“A situação é definitivamente muito frágil, os preços estão altos”, explicou o empresário da Karex à Reuters. “Não temos outra opção a não ser repassar os custos para os clientes neste momento.”

A escassez de materiais derivados do petróleo — substância que passa pelo estreito — também explica a alta. Para se ter uma ideia, a amônia, usada para conservar o látex, ficou mais cara.

Kit disse que os custos com a produção dispararam desde fevereiro, quando o conflito começou na região. Aproximadamente um em cada cinco preservativos no mundo é produzido pela Karex.

Preocupação

Na última década, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou um declínio no uso de preservativos por adolescentes sexualmente ativos em todo o mundo.

Uma pesquisa destacou a mesma preocupação: entre os entrevistados da geração X e Z, 30% disseram que usam preservativos o tempo todo e 17% usam o método na maior parte do tempo, mesmo com parceiros de longa data.

Com o aumento dos preços dos preservativos, esses números podem subir ainda mais.

A camisinha é fundamental para a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

Segundo a infectologista Camila Ahrens, a camisinha é uma das formas mais eficazes de prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, como HIV e HPV.

“Temos visto um aumento preocupante de ISTs, justamente entre os mais jovens. Muitos ainda acreditam que o risco é baixo, mas não é”, destaca a médica do Hospital São Marcelino Champagnat.

Camila afirma que, atualmente, existem preservativos de diferentes tamanhos e espessuras, que praticamente não alteram a experiência. “É possível tornar o uso da camisinha parte do momento íntimo, trazendo o parceiro ou parceira para essa construção.”

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