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Pouca vergonha

Ballmaxxing: injetar fluídos no testículo pode causar disfunção erétil

Ballmaxxing é uma técnica que consiste em aumentar os testículos com fluídos. Médico alerta para riscos de disfunção erétil e infecções

18/06/2026 16:48
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Ballmaxxing: injetar fluídos no testículo pode causar disfunção erétil

Nos últimos tempos, uma prática arriscada tem ganhado espaço entre fóruns de homens na internet. Conhecida como ballmaxxing, a técnica consiste em injetar fluídos, como soro fisiológico, nos testículos. O objetivo é aumentar o tamanho da região, com alguns casos chegando a alcançar o próprio pênis, para melhorar a estética e a performance no sexo. O movimento, no entanto, pode ser bastante perigoso, como afirma o médico urologista Gustavo Lima em entrevista ao Metrópoles.

“Os riscos podem incluir dor crônica, hematomas, infecções, inflamações, lesões dos tecidos escrotais, alterações na sensibilidade, cicatrizes e prejuízos à função erétil”, alerta.

Foto colorida de pessoa colocando soro fisiológico em agulha
Muitos utilizam soro fisiológico para injetar nos testículos

Em situações mais graves, os danos podem ser ainda mais complexos, a exemplo do comprometimento da circulação sanguínea local. “Qualquer intervenção realizada sem acompanhamento médico adequado aumenta significativamente o risco de complicações”, afirma.

Por que homens fazem isso?

Segundo o especialista, a motivação para o procedimento está associada à percepção de masculinidade, virilidade e autoestima corporal. O aumento do volume dos testículos, no entanto, não carrega nenhuma comprovação de maior potência sexual ou fertilidade — como muitos homens acreditam e disseminam. 

Também existem nichos e comunidades on-line que valorizam determinadas características corporais, incluindo o aumento do volume escrotal. Em alguns casos, isso pode estar associado a fetiches ou fantasias sexuais”, explica.
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Gustavo ainda acrescenta que não há evidências científicas de que um saco escrotal maior melhore a própria satisfação sexual ou até a capacidade de atingir orgasmos.

O prazer, na verdade, está relacionado a múltiplos fatores físicos e emocionais, e não à anatomia do órgão.

Embora preferências individuais possam variar e algumas pessoas considerem determinadas características visuais mais atraentes, isso não significa que exista uma vantagem sexual objetiva. Em termos médicos, o tamanho não é considerado um indicador de capacidade sexual”, conclui médico do Hospital Mater Dei Goiânia.

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