Ballmaxxing: injetar fluídos no testículo pode causar disfunção erétil
Ballmaxxing é uma técnica que consiste em aumentar os testículos com fluídos. Médico alerta para riscos de disfunção erétil e infecções

Nos últimos tempos, uma prática arriscada tem ganhado espaço entre fóruns de homens na internet. Conhecida como ballmaxxing, a técnica consiste em injetar fluídos, como soro fisiológico, nos testículos. O objetivo é aumentar o tamanho da região, com alguns casos chegando a alcançar o próprio pênis, para melhorar a estética e a performance no sexo. O movimento, no entanto, pode ser bastante perigoso, como afirma o médico urologista Gustavo Lima em entrevista ao Metrópoles.
“Os riscos podem incluir dor crônica, hematomas, infecções, inflamações, lesões dos tecidos escrotais, alterações na sensibilidade, cicatrizes e prejuízos à função erétil”, alerta.

Em situações mais graves, os danos podem ser ainda mais complexos, a exemplo do comprometimento da circulação sanguínea local. “Qualquer intervenção realizada sem acompanhamento médico adequado aumenta significativamente o risco de complicações”, afirma.
Por que homens fazem isso?
Segundo o especialista, a motivação para o procedimento está associada à percepção de masculinidade, virilidade e autoestima corporal. O aumento do volume dos testículos, no entanto, não carrega nenhuma comprovação de maior potência sexual ou fertilidade — como muitos homens acreditam e disseminam.
“Também existem nichos e comunidades on-line que valorizam determinadas características corporais, incluindo o aumento do volume escrotal. Em alguns casos, isso pode estar associado a fetiches ou fantasias sexuais”, explica.
Gustavo ainda acrescenta que não há evidências científicas de que um saco escrotal maior melhore a própria satisfação sexual ou até a capacidade de atingir orgasmos.
O prazer, na verdade, está relacionado a múltiplos fatores físicos e emocionais, e não à anatomia do órgão.
“Embora preferências individuais possam variar e algumas pessoas considerem determinadas características visuais mais atraentes, isso não significa que exista uma vantagem sexual objetiva. Em termos médicos, o tamanho não é considerado um indicador de capacidade sexual”, conclui médico do Hospital Mater Dei Goiânia.

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