Interesse por práticas BDSM aumenta conforme a idade, aponta pesquisa
Levantamento com mais de 7 mil participantes mostra que pessoas mais velhas demonstram maior interesse pelo universo BDSM

Quem pensa que a curiosidade por novas experiências sexuais é maior entre os jovens pode se surpreender. Segundo uma pesquisa recente, entre pessoas de 55 a 64 anos, cerca de 43% afirmam já ter ouvido falar ou demonstrado interesse por BDSM, enquanto entre jovens de 18 a 24 anos esse percentual é de 28,8%.

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Ver todasO levantamento do Sexlog, que ouviu mais de 7 mil pessoas, mostra que o interesse por esse universo aumenta conforme a idade, indicando que a experiência e autoconhecimento podem influenciar a busca por novas formas de explorar a sexualidade.
O que é o BDSM?
A sigla BDSM reúne práticas como bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo. Apesar de ainda ser frequentemente associada a violência ou abuso no imaginário popular, os adeptos destacam que têm como princípios o consentimento, a negociação prévia e o respeito aos limites estabelecidos entre todos os envolvidos.
Nos últimos anos, o tema ganhou visibilidade fora das comunidades e passou a integrar a cultura pop. Produções como Cinquenta Tons de Cinza despertaram a curiosidade do público e ampliaram o debate sobre fantasias e dinâmicas de poder.
Ao mesmo tempo, praticantes apontam que essas obras costumam retratar o BDSM de forma imprecisa, além de não apresentar aspectos essenciais, como comunicação.
Outros dados
Os resultados da pesquisa reforçam justamente essa dimensão do diálogo. Entre os interessados no universo, 83,2% acreditam que essas práticas exigem mais conversa entre os parceiros do que o sexo convencional. Além disso, 60,4% afirmam discutir os próprios limites antes de qualquer experiência íntima.

Embora o interesse esteja em alta, o preconceito ainda aparece como um obstáculo importante. Três em cada quatro entrevistados (75,1%) acreditam que a sociedade ainda interpreta o BDSM de forma equivocada.
Ao mesmo tempo, 84,1% dizem que gostariam de conhecer mais sobre esse universo, mas sentem que o estigma social dificulta essa aproximação.














