Fetiche de introduzir calcinha na vagina viraliza; o que diz sexóloga
Nas redes sociais, o fetiche de introduzir calcinha na vagina se popularizou pela excentricidade. Sexóloga explica razão, riscos e cuidados

Com cada vez mais fetiches diferenciados vindo à tona nas redes sociais, não é mais tão fácil se surpreender com as novidades. Agora, internautas têm debatido o tesão que algumas mulheres sentem em ter suas calcinhas enfiadas na vagina durante a penetração. Embora pareça absurdo, o fetiche realmente é conhecido e pode se estender para o ânus e para a boca.

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Ver todasNo Reddit, um usuário que estava inseguro com o pedido da parceira recorreu à plataforma para receber opiniões.
“Minha namorada quer que eu coloque a calcinha dela dentro da vagina e depois a penetre com ela ainda lá dentro. É seguro? A calcinha pode entrar tanto a ponto de não sair?”, escreveu.
Saiba mais sobre o fetiche
Em entrevista a um portal britânico, a sexóloga Becky Crepsley-Fox explicou que grande parte da excitação é causada pela sensação de ver o parceiro vulnerável e obedecendo as ordens. Outra justificativa é a sensorial provocado pela peça que, diferentemente do pênis, é mais texturizada e áspera.
Além disso, a especialista revelou que a calcinha pode, inclusive, ser movida entre as três regiões — vagina, boca e ânus — durante o sexo. “Como acontece com a maioria das coisas no quarto, o prazer depende inteiramente de qual lado da experiência sexual você está”, destacou.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Frequentemente, há o elemento da roupa íntima absorver fluido vaginal e ser provada posteriormente, o que algumas pessoas consideram profundamente erótico. Se houver amordaçamento envolvido, observar alguém sendo suavemente amordaçado pode ser um estímulo adicional para o parceiro dominante”, acrescentou.

Riscos
Em contrapartida, Becky alertou sobre os riscos de inserir qualquer objeto no canal vaginal, o que aumenta a possibilidade de infecções. A orientação, segundo ela, é utilizar uma roupa íntima limpa e nunca alternar com a boca ou o ânus na mesma relação.
“Algodão recém-lavado é uma coisa; calcinhas que foram usadas o dia todo, ou que estiveram perto do ânus, são outra bem diferente”, chama atenção.
Outra recomendação é apostar em algodão 100%, em vez de peças com renda, poliéster ou qualquer outro tipo de tecido com muito elastano sintético. “O tecido sintético áspero em contato com a mucosa delicada pode causar irritação, dor e até pequenas lesões”, enfatiza.
Acerca da possibilidade de perder a calcinha dentro da vagina, ela explicou o motivo de isso não acontecer. “A vagina é um espaço fechado, nada vai desaparecer lá dentro e viajar para lugares desconhecidos”, disse. “Mas, se houver penetração, a calcinha pode ser empurrada mais para dentro do canal vaginal e ficar difícil de remover”, complementou. Ou seja: todo cuidado é pouco e mais que necessário.















