Fetiche: calcinhas usadas valem até R$ 300 mil na web
Dentro do meio dos conteúdos adultos, mercado de calcinhas usadas movimenta altos valores e pode render até R$ 300 mil a criadoras

As facilidades do ambiente digital abriram infinitas possibilidades para o mercado de conteúdo adulto, beneficiando tanto criadores quanto consumidores. Composto por diversos nichos, os compradores podem pagar por materiais e até mesmo itens personalizados. Entre eles, um dos mais procurados são as calcinhas usadas — ramo em que o faturamento pode chegar a R$ 300 mil.

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Ver todasEntenda os altos valores
De acordo com Mel Breia, influenciadora e criadora de conteúdo adulto, o sucesso desse comércio se deve ao fato de ser um mercado muito específico e personalizado, o que faz com que os adeptos estejam dispostos a investir valores altos. “Percebi que existia uma procura constante e comecei a tratar isso como parte do meu trabalho”, revela à coluna.

Nesse meio, cada detalhe importa e dita o preço final do produto. Os valores variam conforme as exigências do cliente, que incluem especificações como peças com ou sem cheiro, molhadas, usadas por um dia ou por uma semana inteira, além de preferências por renda e cores específicas.
“Não existe uma tabela fixa. Uma calcinha usada no dia a dia tem um valor, mas pedidos que exigem mais tempo ou alguma condição específica custam mais”, comenta sobre a precificação.
Não é fácil como parece
Por causa desse nível de exigência, o negócio está longe de ser simples. Uma moradora do Distrito Federal, que preferiu não se identificar, explicou em entrevista anterior ao Metrópoles o esforço por trás das vendas. “Você tem que selecionar o produto, fotografar, responder os clientes, fazer o envio… Tem um investimento de tempo e energia. Então, é um trabalho, sim, e é desgastante”, comentou.
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Mel Breia também ressalta que o caminho para conquistar um público fiel exige paciência — ela, por exemplo, só consolidou sua clientela nesse nicho após construir uma base fixa de compradores do conteúdo geral.
Apesar do forte apelo financeiro, a prática esconde perigos e exige inteligência emocional para lidar com o público. O principal desafio apontado pelas criadoras é a falta de limite de alguns usuários. “Tem muita gente que é sem noção. Confundem o trabalho, já chegam mandando nude. Não tratam com profissionalismo”, alertou a jovem anônima do DF, que tinha 23 anos à época da reportagem
O fetiche
A prática é vista como comum para quem está inserido no mundo fetichista e para criadores de contéudo adulto, mas ainda é um tabu. Entre os principais aspectos, a peça pode ser uma conexão com quem a usava, principalmente quando são figuras conhecidas ou admiradas pelo comprador.
Existem também os estímulos sensoriais, como o tato com o material, muitas vezes seda ou renda, e o odor característico de peças íntimas que pode causar excitação.





