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Casamento sem sexo: 5 sinais de que falta de intimidade merece atenção
Terapeuta familiar Aline Cantarelli explica que a ausência de relações sexuais prolongada funciona como termômetro de crises
atualizado
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Embora todo casal possa passar por fases de cansaço, rotina intensa e pouco desejo, a falta de intimidade prolongada e não conversada pode indicar que algo na relação precisa de atenção. Segundo a terapeuta familiar Aline Cantarelli, a ausência de sexo nem sempre é a causa de uma crise, mas sim um sinal de que o casal já vinha se afastando anteriormente.
O tema ganha relevância em um cenário onde o Brasil registrou 428.301 divórcios em 2024, de acordo com as Estatísticas do Registro Civil do IBGE. Para a especialista, o sexo atua como um termômetro que revela como estão o diálogo, a parceria, o cuidado e a conexão entre os parceiros.
Entenda
- Termômetro da crise: a ausência prolongada de sexo indica que o casal já está em crise há muito tempo, servindo como um alerta para o distanciamento emocional que antecedeu o problema físico.
- Sinais de alerta: o desgaste se manifesta quando o assunto vira silêncio, o sexo passa a ser vivido de forma mecânica como obrigação, ou quando o afastamento é usado como punição após brigas.
- Sentimento de rejeição: conflitos profundos surgem quando um dos parceiros se sente usado ou visto apenas pelo que entrega, e não por quem é, fazendo com que a intimidade perca força.
- A terceira via: a falta de sexo não significa o fim automático do casamento; em vez de aceitar uma relação morna ou divorciar-se, o casal pode escolher consertar o que está ruim e reconstruir o vínculo.
Para Aline Cantarelli, a capacidade de amar é o fator mais importante de uma relação, mas o sexo ajuda a perceber para onde as coisas estão andando. Quando o assunto vira silêncio, a falta de relações se torna apenas mais um sintoma.
“Quando um casal está sem sexo, ele já está em crise. Isso não quer dizer que o casamento esteja fadado ao divórcio. Quer dizer que, se ele está sem sexo há muito tempo, vocês já estão em crise há muito tempo e muitas vezes nem tiveram essa percepção”, afirma.
A terapeuta destaca que a intimidade não começa na cama, mas é construída em pequenas atitudes diárias, como abraços, mensagens e demonstrações de cuidado. “A construção da intimidade dá trabalho. Não é espontâneo que surge um beijo ou um abraço. Às vezes, é preciso esforço intencional”, diz.
Usar a “greve de sexo” ou o afastamento como castigo para mágoas apenas gera mais imaturidade e infelicidade. “Um papo reto, com respeito, pode funcionar muito melhor do que greve de sexo ou uma discussão”, orienta Aline.
O caminho para a reconstrução da vida a dois exige conversas francas e comportamentos intencionais para romper o costume de se acomodar em um casamento frio ou partir para o término.
“A terceira via é consertar o que está ruim, amadurecer, se autodescobrir e reconstruir a relação de uma maneira verdadeira”, explica a terapeuta.
Para começar essa mudança, a orientação da profissional é adotar uma fala direta, afetiva e respeitosa, sem cobranças ou armas defensivas, utilizando frases como “sinto que estamos distantes” para abrir o diálogo. “Você precisa ir atrás do que quer e falar de um modo respeitoso, cativante e afetivo. Isso faz diferença na construção da intimidade do casal”, conclui.





















