Casais dormem em camas separadas, mas não abrem mão do sexo
Você se incomoda com seu parceiro na hora de dividir a cama? Veja o que está por trás do Sleep Divorce, prática de dormir em camas separadas

Muitos casais enfrentam um dilema comum: o incômodo com os hábitos do outro na hora de dormir. Desde roncos a manias, diversas pessoas não lidam bem com a divisão da cama. Fora do quarto, esses problemas podem acabar, inclusive, ressoando na harmonia e até na vida sexual. Nesse caso, existe uma solução simples, mas que ainda parece inaceitável para muita gente: dormir em camas separadas.
Ao contrário do que alguns acreditam, o chamado Sleep Divorce não é, necessariamente, um sinônimo de que a relação esfriou — mas, em alguns casos, uma forma de recuperar a tranquilidade e a conexão.

Quando é um benefício?
Monik Monteiro, docente de pós-graduação em sexualidade, explica que a principal diferença está em como a dinâmica da dupla funciona em outros momentos do dia. “Se isso acontece por uma razão de melhoria para ambos, mas durante o dia a dia eles continuam em uma relação bacana, então dormir separado é uma solução”, afirma.
Por outro lado, a especialista ressalta que o quarto é um local para exercitar o sexo, o diálogo e a intimidade. Se, de forma geral, essas ações já não existem, então dormir separado não só não vai ter resultado, como pode até agravar a situação. “A cama é uma maneira de proporcionar isso. Se for uma evitação, torna-se um problema, porque pode, de fato, chegar a uma separação”, salienta.
Monik reforça que, antes de tomar essa decisão, é importante avaliar a vida sexual e até questões de saúde. No caso da mulher, segundo ela, o sexo está associado ao bem-estar geral. Para o homem, em contrapartida, trata-se de descarregar energia e emoções — quaisquer que sejam elas.
“A mulher, para ela poder ter tesão, ela tem que estar menos cansada e de bom humor. O homem, se ele está com raiva, ele transa; se ele está feliz, ele transa; se ele está de mau humor, ele transa. Porque, comportamental e biologicamente falando, nós somos diferentes”, destaca a professora do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).

Valorize a comunicação e a convivência
Além disso, ao escolher dormir em camas separadas, é importante que o casal não esqueça de valorizar as outras circunstâncias da convivência. “Muitos não assistem mais filmes ou tomam banho juntos, não dão um passeio no shopping ou em um restaurante, e até comem separados. Isso vai causando uma perda do interesse”, alerta.
Por último, a docente lembra a importância da comunicação para manter a intimidade nesses casos. “Às vezes falta ajuste, às vezes falta comunicação. Eles têm o mesmo objetivo, mas existe um ruído e não conseguem se entender. Intimidade é partilha, é quando você olha para o outro e sabe exatamente aquilo que está se passando”, conclui.

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