Fantasiar com ménage à trois não significa conseguir lidar na prática
Embora seja a principal fantasia de muitas pessoas, o ménage à trois nem sempre é fácil de lidar como parece. Veja o que dizem os dados

Apesar de ser tratado com mais abertura hoje em dia, o famoso ménage à trois não é uma invenção recente. A grande diferença é que, no passado, a prática sofria muito mais estigmatização. Atualmente, com modelos de relacionamentos mais flexíveis, muitos casais se permitem explorar novas liberdades sexuais. Ainda assim, vale o alerta: nem todos os parceiros conseguem lidar com a ideia na prática, mesmo aqueles que se dizem adeptos.
Dados comprovam
Os dados, inclusive, comprovam, esse abismo entre desejo e ação. Segundo uma pesquisa do Instituto Kinsey, que entrevistou mais de 4 mil pessoas, o sexo a três é uma das fantasias mais comuns, com cerca de 89% dos participantes admitindo já terem cogitado a experiência.
Em contrapartida, outros levantamentos revelam que a proporção de pessoas que realmente concretizam a vontade é bem menor. Essa discrepância demonstra como a prática se torna infinitamente mais complexa quando sai da imaginação e vai para a realidade.

Expectativa X Realidade
Popularizado pelo cinema e principalmente pela pornografia, o ménage à trois passa a impressão de ser uma experiência sempre confortável e livre de constrangimentos. A verdade, de acordo com os pesquisadores, é que essa visão romantizada passa longe das vivências reais.
Para muitas pessoas, a fantasia está ligada à vontade de se sentir desejado e de ser o centro das atenções — circunstâncias que a própria imaginação oferece. Na hora de executar, porém, as coisas podem não funcionar exatamente assim, abrindo portas para frustrações e quebras de expectativa.

Além disso, dentro da nossa cabeça é muito fácil lidar com a ideia de ver o parceiro fazendo sexo com outra pessoa, quando se considera apenas a libido. Na prática, no entanto, gerenciar a logística e os sentimentos, como o ciúme, exige muito diálogo.
Nem tudo precisa ser feito
A ciência também destaca que nem sempre as fantasias precisam virar realidade. O fetiche trabalhado no plano mental tem, muitas vezes, uma função psicológica de gerar prazer e novidade, e não representa uma necessidade absoluta de execução. Por isso, a principal lição é entender que a dinâmica e as emoções de um ménage real dificilmente serão idênticas ao que sua mente criou.

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