metropoles.com
Pouca vergonha

Dormir bem a dois: especialista ensina como driblar as diferenças

Psicóloga ensina como driblar as incompatibilidades na hora de dormir e manter a conexão mesmo com rotinas de sono opostas

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Pexels
Homem e mulher brancos jovens dormindo em cama - Metrópoles
1 de 1 Homem e mulher brancos jovens dormindo em cama - Metrópoles - Foto: Pexels

Dormir junto é uma das imagens mais românticas da vida a dois, mas, na prática, nem sempre é tão simples quanto parece. Um gosta de silêncio, o outro precisa de som ambiente. Um sente calor, o outro vive coberto até o nariz. Um ronca, o outro perde o sono. E aí, o que era para ser um momento de descanso vira terreno de conflito.

“Essas diferenças são muito comuns em consultório”, afirma a psicóloga e mentora de casais Ana Paula Nascimento. “A cama compartilhada é um dos primeiros pontos onde a intimidade e a individualidade entram em choque.”

Segundo ela, conciliar conforto pessoal com conexão emocional é possível, mas exige ajustes, empatia e conversa aberta. A seguir, reunimos os principais desafios enfrentados por casais na hora de dormir juntos e como superá-los de forma prática (e amorosa).

foto colorida casal na cama dormindo
Uma das queixas mais comuns e potencialmente disruptivas. O ronco de um parceiro pode privar o outro de sono de qualidade

Clique aqui para seguir o canal do Metrópoles Vida&Estilo no WhatsApp

Quando o calor do amor não combina com o do cobertor

Temperatura é um dos maiores causadores de conflito noturno. Há quem durma de ventilador ligado até no inverno e quem precise de três cobertas mesmo no verão. A solução, segundo Ana Paula, pode ser mais simples do que parece: cobertores separados.

“É algo muito comum em outros países e funciona muito bem. Cada um tem sua coberta e ajusta à sua necessidade térmica. Isso evita a guerra pelo edredom e respeita o limite do outro”, explica.

Um quer dormir, o outro quer conversar (ou ver série)

Diferenças na rotina de sono são outro ponto crítico: o famoso casal formado por um madrugador e um notívago. A boa notícia? Dá para ajustar sem sacrificar o descanso ou a intimidade.

“O segredo está em criar rituais de transição. O casal pode ter um momento juntos antes de dormir, mesmo que um deles vá para a cama mais tarde”, diz a especialista. “O importante é sinalizar ao outro: ‘Estou aqui, mas também respeito seu ritmo’.”

Dormir separado é problema?

Nem sempre. Embora ainda seja um tabu para muitos, separar quartos ou camas pode ser uma solução temporária  – ou até permanente  – para melhorar o sono de ambos. “O problema não é dormir em camas separadas. É se afastar emocionalmente e não cuidar da intimidade em outros momentos”, explica Ana Paula.

Ela alerta: privação crônica de sono afeta o humor, o desejo, a paciência e o vínculo. “Se um parceiro está constantemente exausto porque não consegue dormir, a relação sofre. O sono precisa ser uma prioridade do casal, não só de cada um.”

foto colorida casal dormindo distante
Temperatura, ronco, rotina ou insônia? Psicóloga ensina como conciliar o sono a dois e manter o carinho, mesmo com diferenças

Ronco, insônia e agitação: quando o problema é físico

Ronco alto, pernas inquietas, idas noturnas ao banheiro ou insônia podem se tornar verdadeiros testes de paciência. A dica da especialista é clara: encarem como um desafio do casal, não como uma falha do outro.

“Não adianta dizer ‘você me atrapalha’. O tom precisa ser de parceria: ‘Estamos com um problema, como podemos resolver juntos?’”, orienta Ana Paula.

Entre as soluções práticas, ela sugere:

  • Protetores auriculares
  • Luzes com intensidade ajustável
  • Camas separadas no mesmo quarto
  • Consulta médica e terapia do sono, quando necessário

Dicas práticas para dormir juntos sem perder a sanidade (nem o romance)

Se o desejo é manter a cama compartilhada, mesmo com hábitos opostos, vale investir em soluções criativas e funcionais:

  1. Cama King ou Super King: mais espaço, menos incômodo.
  2. Dois cobertores diferentes: cada um com o seu, na temperatura ideal.
  3. Ruído branco: abafa roncos leves e ajuda na qualidade do sono.
  4. Máscaras e protetores auriculares: aliados para quem precisa de silêncio e escuridão.
  5. Tecnologia antirronco: travesseiros específicos, faixas, tiras nasais – vale testar.
  6. Colchão que isola movimento: um se mexe, o outro nem sente.
  7. Rotina de sono conjunta (curta, mas eficaz): escovar os dentes juntos, conversar um pouco antes de dormir.
  8. Limite de telas na cama: menos luz azul, mais descanso – e mais presença.
  9. Flexibilidade: testem soluções até achar o que funciona para vocês.
  10. Conversa aberta e sem críticas: fale sobre o problema com empatia, não com julgamento.
Dormir bem a dois: especialista ensina como driblar as diferenças - destaque galeria
5 imagens
Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
1 de 5

O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

PeopleImages/Getty Images
Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
2 de 5

Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar

Yana Iskayeva/Getty Images
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
3 de 5

O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono

Getty Images
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
4 de 5

É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade

filadendron/Getty Images
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
5 de 5

No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança

South_agency/Getty Images

Dormir bem é também um ato de amor

Mais do que dividir o mesmo lençol, o que sustenta o vínculo é o cuidado com o outro – inclusive no sono. “O casal precisa entender que respeitar as diferenças é um gesto de afeto, não de afastamento”, afirma Ana Paula.

Se a noite for ruim, que o dia comece com acolhimento. E se for preciso dormir separados para dormir melhor, que o encontro seja ainda mais especial nos momentos de vigília. Afinal, a cama pode ser um espaço de conflito ou de conexão – e isso depende muito mais do casal do que do travesseiro.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?