
Paulo CappelliColunas

Voto de Fux é analisado pelos EUA e serve de combustível para Trump
O voto do ministro Luiz Fux, que avaliou não ser competência do STF julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi acompanhado pela Casa Branca
atualizado
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O voto do ministro Luiz Fux, que avaliou não ser competência do STF julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi acompanhado pela Casa Branca.
Os argumentos do magistrado, que divergiu do relator da ação penal, Alexandre de Moraes, servem de combustível para o governo Trump continuar a pressão que faz sobre autoridades brasileiras.
Nos próximos dias, a esposa de Moraes, advogada Viviane Barci, deverá ser incluída na lista de sancionados do Office of Foreign Assets Control (Ofac), agência ligada ao Departamento do Tesouro norte-americano. Outros magistrados também estão na mira dos Estados Unidos, assim como integrantes da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal.
Em seu voto, Fux argumentou que, após a PGR apontar crimes de Bolsonaro na trama golpista, a Suprema Corte mudou o entendimento para que pudesse julgar o caso mesmo após o ex-presidente deixar o cargo. Segundo Fux, tal prática dá margem para que a ação penal venha a ser anulada no futuro.
É improvável, contudo, que Fux seja acompanhado por outro magistrado da Primeira Turma do STF. Além de Moraes e Flávio Dino, que já votaram pela condenação de Bolsonaro e outros réus, ainda vão se manifestar os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.










