Vice de Zema diz que Justiça “começará a conhecer limites” e cita STF
Mateus Simões, vice de Romeu Zema em Minas Gerais, planeja descumprir decisão da Justiça contra abertura de escolas cívico-militares

Vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD) disse rejeitar o cumprimento de uma decisão da Justiça do estado contra a abertura de escolas cívico-militares. O professor declarou respeito aos poderes, mas disse que o Judiciário mineiro precisa “começar a conhecer limites”.
Simões comparou a atuação do Judiciário mineiro ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, “não encontra limites”. “Nós não estamos submetidos ao Judiciário como muitas vezes parece. Eles têm limite e alguém tem que começar a frear a atuação do juiz nesse país. Se infelizmente o STF não encontra limites em Brasília, em Minas Gerais o Tribunal de Justiça vai começar a conhecer limites”, afirmou.
O vice de Romeu Zema (Novo) disse planejar a abertura de pelo menos cinco novas instituições de ensino dentro do modelo cívico-militar a partir de sua posse definitiva, uma vez que o governador pretende deixar o cargo para disputar as eleições de outubro.
“Não admito interferência do Judiciário, de Tribunal de Contas, em decisão administrativa. Se querem ficar presos a tecnicalidades para tentar impedir que a gente faça o sistema crescer, eles escolheram o adversário errado, porque advogado eu também sou e eles podem se preparar porque eu vou criar mais cinco modelos diferentes e eles vão ter que correr mais cinco vezes atrás de mim na Justiça”, afirmou Simões.
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Ver todas“Podem preparar para mandar me prender porque eu vou abrir colégios cívico-militares assim que eu entrar em exercício como governador do estado dentro de menos de 60 dias. Respeito muito os poderes, desde que eles respeitem o papel do Executivo e se restrijam a decidir sobre aquilo que compete a eles pela Constituição. Se tentarem atravessar a linha, vão ter que sofrer as consequências”, disse o vice-governador.










