
Paulo CappelliColunas

Nikolas aciona PGR e pede que analise prisão preventiva de Moraes
Deputado Nikolas Ferreira pede apuração de suposta relação entre Moraes e Daniel Vorcaro e avalie eventuais indícios de crime do magistrado
atualizado
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O deputado Nikolas Ferreira (PL) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta sexta-feira (6/3), solicitando a análise de possibilidade de prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes (STF).
Em ofício encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o parlamentar afirma haver indícios de uma “eventual relação” entre o magistrado e o empresário Daniel Vorcaro.
No documento obtido pela coluna, Nikolas sustenta que informações divulgadas pela imprensa sobre mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro “sugerem a existência de possíveis interações e circunstâncias que merecem esclarecimento institucional”, com o objetivo de preservar a confiança pública nas instituições.
No documento, o deputado solicita que a PGR adote “as medidas investigativas cabíveis” caso surjam indícios de crimes, de obstrução de Justiça ou de interferência indevida em investigações.
O parlamentar acrescenta que, “caso no curso das apurações venham a emergir elementos que indiquem risco à ordem pública, à conveniência da instrução processual ou à aplicação da lei penal”, o órgão avalie a adoção de medidas cautelares, “inclusive, se presentes os requisitos legais, a decretação de medidas cautelares pessoais mais gravosas, como a prisão preventiva do investigado”.
Mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro
Segundo o jornal O Globo, Daniel Vorcaro trocou mensagens com Alexandre de Moraes horas antes de ser preso pela primeira vez, no dia 17 de novembro de 2025. A conversa foi extraída pela Polícia Federal (PF) no celular apreendido do banqueiro.
Em nota, o ministro nega que tenha trocado mensagens com o banqueiro e afirmou que as publicações são uma “ilação mentirosa”.
Vorcaro escreveu a Moraes no dia em que foi preso, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai. Às 7h19, ele enviou mensagem pelo WhatsApp afirmando que havia tentado agir para “salvar”, em uma referência à venda do Banco Master, e perguntando se o ministro tinha “alguma novidade”.





