Paulo Cappelli

Ex-assessor de Bolsonaro cita prisão “superlotada” ao pedir domiciliar

Defesa aponta suposta “superlotação severa” ao pedir ao STF prisão domiciliar de Filipe Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro

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Ex-assessor de Bolsonaro cita prisão "superlotada" e pede domiciliar
1 de 1 Ex-assessor de Bolsonaro cita prisão "superlotada" e pede domiciliar - Foto: Reprodução

A defesa de Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência no governo de Jair Bolsonaro, protocolou nesta segunda-feira (27/4) um pedido de liminar no STF para converter sua prisão preventiva em domiciliar. O argumento central da peça jurídica aponta uma suposta “superlotação severa” e condições “extremamente precárias” na Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR), onde Martins está detido.

De acordo com os advogados, a penitenciária não atende aos “padrões mínimos exigidos” para a custódia de seu cliente. Segundo eles, o local enfrenta superlotação e graves deficiências estruturais que teriam sido reconhecidas por órgãos oficiais.

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Beliches em cela onde está preso Filipe Martins

Cela individual de Filipe Martins em Ponta Grossa
Banheiro em cela individual de Filipe Martins
Banheiro em cela de Filipe Martins
Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro
Quarto de Filipe Martins em Ponta Grossa
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Quarto de Filipe Martins em Ponta Grossa

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Banheiro em cela de Filipe Martins
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Banheiro em cela de Filipe Martins

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Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro
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Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro

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Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro
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Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro

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A documentação constante dos autos evidencia quadro de superlotação carcerária severa, precariedade estrutural significativa e limitações materiais incompatíveis com os padrões mínimos exigidos para a custódia de pessoas privadas de liberdade”, afirma a defesa de Filipe Martins.

Os advogados sustentam que relatórios de inspeção realizados sob supervisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) teriam classificado as instalações como “péssimas” e apontaram que a unidade abriga número de detentos muito superior à capacidade projetada. Segundo a defesa, os dados indicariam mais de 900 internos para cerca de 592 vagas, ou até menos.

Danos psicológicos irreversíveis

Além da superlotação, a petição cita uma suposta falta de estruturas básicas, como espaços adequados para visitas, assistência religiosa e separação entre presos provisórios e condenados. Os advogados pedem o restabelecimento da prisão domiciliar para “evitar produção de danos graves, inclusive de natureza psicológica e material, potencialmente irreversíveis“, diz a peça.

A defesa sustenta ainda que a prisão domiciliar, com uso de monitoramento eletrônico, seria a medida adequada para preservar a integridade do réu sem comprometer a aplicação da lei penal.

Martins foi assessor especial para Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022. Em 2026, foi preso pela Polícia Federal (PF), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, devido ao descumprimento de medidas cautelares, como o uso de redes sociais, enquanto cumpria prisão domiciliar.

Ele foi condenado a 21 anos de prisão, em dezembro, por tentativa de golpe de Estado no âmbito do julgamento dos ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

 

 

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