Servidora do INSS é alvo da PF por liberar benefícios a mortos
A mulher fazia agendamentos fora do horário de expediente, além de utilizar dados de uma despachante, apontada como parceira na fraude

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (11/12), a Operação Illicitus, para desarticular esquema de fraudes na concessão de benefícios previdenciários no Espírito Santo.
A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e determinou o afastamento temporário de uma servidora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As investigações começaram após o Núcleo de Inteligência da Previdência Social identificar um padrão suspeito. A servidora havia habilitado e aprovado benefícios instruídos com certidões falsas de casamento e até em nome de pessoas já falecidas.
A partir dessa descoberta, a Força-Tarefa Previdenciária, formada pela PF e pelo Ministério da Previdência Social, iniciou varredura mais ampla nos processos analisados pela funcionária.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO levantamento revelou que ela fazia agendamentos fora do horário de expediente, além de utilizar dados de uma despachante, apontada como parceira direta na fraude.
Inicialmente, o prejuízo identificado era de cerca de R$ 200 mil, mas a PF já trabalha com a possibilidade de que o esquema tenha movimentado valores que podem chegar à casa dos milhões, desviados de benefícios pagos indevidamente com documentos adulterados.
Os envolvidos podem responder por falsificação de documentos, uso de documentos falsos, estelionato previdenciário e inserção de dados falsos em sistema de informação.





