
Mirelle PinheiroColunas

Ameaças de morte e estupro: PCDF prende “soldado do PCC” por extorsão
O homem passou a ameaçar uma família após deixar um imóvel sem pagar aluguel e sem encerrar o contrato de internet
atualizado
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A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta quinta-feira (11/12), um homem apontado como responsável por uma série de extorsões digitais que aterrorizou uma família por meses.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), revelou um padrão de ameaças extremamente violentas, sempre atribuídas, falsamente ou não, ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
o caso começou, segundo as apurações, quando um ex-inquilino deixou um imóvel sem pagar aluguel e sem encerrar o contrato de internet.
A partir daí, os proprietários mergulharam em um pesadelo. As mensagens começaram logo após a cobrança da dívida.
Do outro lado da tela, um suposto “soldado do PCC” enviava fotos de armas, vídeos de execuções e ameaças de morte caso a família insistisse no pagamento ou tentasse cortar o serviço de internet.
Com o avanço das cobranças judiciais, o nível de violência escalou.
As vítimas passaram a receber ameaças de invasão domiciliar, estupro coletivo, mutilação e execuções.
Para aumentar o terror, o criminoso enviava vídeos reais de homicídios, afirmando que a família teria o “mesmo destino”.
A DRCC rastreou as comunicações, preservou os dados digitais e, por meio de técnicas de inteligência, identificou o autor, já investigado por extorsões semelhantes.
Ele foi preso e responderá por uma lista extensa de crimes: extorsão qualificada, perseguição, cyberbullying, coação no curso do processo, violência psicológica, constrangimento ilegal, ameaça e difamação. Somadas, as penas podem chegar a 31 anos.
A operação também cumpriu mandado de busca e apreensão para localizar armas e dispositivos eletrônicos usados nas ameaças.
O material será periciado para verificar se o investigado tem, de fato, vínculos com o PCC ou apenas utilizava o nome da facção para potencializar o terror psicológico.
O nome da operação, Eminência Cinza, faz referência ao indivíduo que atua nos bastidores, manipulando decisões e espalhando medo sem aparecer, exatamente como o criminoso operava no ambiente digital.
