
Mirelle PinheiroColunas

Justiça do Trabalho: servidor é alvo da PF por fraude de R$ 15 milhões
Segundo as investigações da PF, mais de R$ 15 milhões foram subtraídos entre 2022 e 2025
atualizado
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11/12), a Operação Apócrifo, que apura um esquema sofisticado de desvio de recursos de contas da Justiça do Trabalho.
Um servidor da Justiça do Trabalho, apontado como o responsável por operacionalizar o esquema, está entre os alvos.
Segundo as investigações, mais de R$ 15 milhões foram subtraídos entre 2022 e 2025 por meio da habilitação fraudulenta de pessoas que não tinham qualquer vínculo com os processos judiciais, mas eram incluídas como beneficiárias de alvarás.
Os policiais cumprem sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Valença, no Sul do Estado do Rio.
Como funcionava o golpe
De acordo com a PF, o grupo burlava o sistema de liberação de valores ao incluir terceiros como supostos credores nos processos.
Uma vez habilitados, eles eram autorizados a sacar quantias que deveriam ir para trabalhadores, advogados ou empresas envolvidas nas ações.
O esquema só veio à tona depois que o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ) identificou inconsistências na movimentação financeira e notificou a Polícia Federal.
O tribunal também forneceu documentos e relatórios internos que ajudaram a traçar a rota do dinheiro desviado.
Crimes investigados
Os envolvidos poderão responder por peculato, pela apropriação indevida de valores sob administração pública; inserção de dados falsos em sistema de informação, por adulterar registros oficiais para viabilizar o desvio.
A investigação é conduzida pela Delegacia da Polícia Federal em Nova Iguaçu (DPF/NIG).
