Mirelle Pinheiro

Ligados à máfia europeia, pescadores e empresários brasileiros entraram na lista da Interpol

A investigação mira organização criminosa transnacional que utilizava embarcações pesqueiras para transportar drogas

atualizado

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Ligados à máfia europeia, pescadores e empresários brasileiros entraram na lista da Interpol
1 de 1 Ligados à máfia europeia, pescadores e empresários brasileiros entraram na lista da Interpol - Foto: Arte/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) prendeu, no Aeroporto Internacional de Fortaleza, três brasileiros que figuravam na Lista Vermelha da Interpol. A coluna apurou que se trata de Lurian de Almeida Venâncio, Cristiane Souza dos Santos e Danilo José Marques de Oliveira.

Eles foram detidos na terça-feira (9/12), quando desembarcavam de um voo vindo de Portugal. As prisões foram efetuadas no contexto da Operação Anansi, deflagrada na quarta-feira (10) pela PF e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal (MPF), em Salvador (BA).

A investigação mira  organização criminosa transnacional que utilizava embarcações pesqueiras para transportar grandes carregamentos de cocaína do Extremo Sul da Bahia até a Europa.

A captura do trio, considerado estratégico na estrutura do esquema, consolida uma das principais frentes da operação, a cooperação internacional.

Segundo fontes ouvidas pela coluna, o retorno dos três ao Brasil vinha sendo monitorado desde que deixaram Portugal. A PF e autoridades europeias mantiveram troca contínua de informações até a prisão no aeroporto cearense.

A PF apontou que o grupo operava havia pelo menos quatro a cinco anos e movimentou, nesse período, aproximadamente R$ 1 bilhão.

O esquema

O funcionamento do esquema dependia de uma combinação de fatores: a posição estratégica do litoral nordestino e a experiência da comunidade pesqueira local.

Traficantes europeus recrutavam pescadores brasileiros que possuíam embarcações robustas e conhecimento de navegação em mar aberto.

Esses brasileiros passaram a operar embarcações adaptadas com compartimentos ocultos e tanques de combustível ampliados, formando uma espécie de “narcofrota” destinada ao transporte de cocaína em longas rotas marítimas.

A operação cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva, além do bloqueio judicial de R$ 50 milhões em bens e valores.

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