Saiba quem é o delegado da PF preso por envolvimento com TH Joias e CV
O mandado de prisão contra o delegado foi cumprido na manhã desta segunda-feira (9/3), no Rio de Janeiro

O delegado federal preso na manhã desta segunda-feira (9/3) durante a Operação Anomalia, deflagrada pela Polícia Federal (PF), é Fabrízio Romano (foto em destaque). A medida foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada pela coluna com fontes da PF.
Além do delegado, o ex-secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, também foi preso.
A ação faz parte da investigação que visa desarticular um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e na venda de influência para a facção criminosa Comando Vermelho (CV).
São cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão no Rio, além de medidas cautelares diversas, como afastamento do exercício de função pública.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO caso está relacionado ao inquérito que resultou no indiciamento do deputado estadual Rodrigo Bacellar, do União Brasil, e do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.
Esquema de vazamento de informações
A PF aponta que o grupo teria repassado informações sobre operações policiais a integrantes do CV. O indiciamento inclui crimes como organização criminosa, obstrução de Justiça e favorecimento pessoal.
Os elementos de prova colhidos indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e o favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas.
A apuração aponta que dados relacionados à Operação Zargun, que tinha como alvo TH Joias, teriam sido antecipados.
De acordo com os investigadores, o vazamento teria permitido que o então parlamentar reorganizasse seu entorno antes do cumprimento dos mandados judiciais.
No dia anterior à operação, ele teria deixado o imóvel em que morava, na Barra da Tijuca, com sinais de retirada apressada de objetos.
Também foram indiciados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. O desembargador Macário Judice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, chegou a ser preso durante as investigações, mas não foi indiciado.
Segundo a PF, a Lei Orgânica da Magistratura prevê procedimento específico para a responsabilização de magistrados.
Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de capitais.



















