
Mirelle PinheiroColunas

Rodrigo Bacellar e TH Joias são indiciados pela PF por ligação com CV
O indiciamento inclui crimes como organização criminosa, obstrução de Justiça e favorecimento pessoal
atualizado
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A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito que apurou o vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho (CV) e formalizou o indiciamento do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e de outras três pessoas.
De acordo com a PF, o grupo é suspeito de repassar dados sobre operações policiais a integrantes da facção criminosa. O indiciamento inclui crimes como organização criminosa, obstrução de Justiça e favorecimento pessoal.
A investigação aponta que informações sobre a Operação Zargun, que mirava TH Joias, teriam sido antecipadas. A suspeita é que o vazamento tenha permitido ao então parlamentar reorganizar seu entorno antes do cumprimento dos mandados. No dia anterior à operação, ele deixou o imóvel onde morava, na Barra da Tijuca, com sinais de retirada apressada de objetos.
TH Joias já havia sido preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, sob acusação de negociar armas e equipamentos para o Comando Vermelho. Segundo a PF, o esquema envolveria uma rede de proteção institucional, com acesso a informações reservadas que beneficiariam a facção.
Também foram indiciados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. O desembargador do TRF-2 Macário Judice Neto, que chegou a ser preso durante as investigações, não foi indiciado. A Polícia Federal informou que a Lei Orgânica da Magistratura prevê procedimento específico para a responsabilização de magistrados.
O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e reúne quebras de sigilos telefônicos e bancários.
