Mirelle Pinheiro

Vazamentos: PF prende delegado por envolvimento com TH Joias e CV

A ação da PF ocorre no âmbito de investigação que apura o vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho

atualizado

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Reprodução/Alerj
TH Joias
1 de 1 TH Joias - Foto: Reprodução/Alerj

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta segunda-feira (9/3), mandado de prisão contra um delegado federal no Rio de Janeiro. A medida foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada pela coluna com fontes da PF. O alvo é Fabrizio Romano.

A ação ocorre no âmbito de investigação que apura o vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho. Outros alvos, segundo a PF, são advogados, ex-secretário de estado e servidores públicos.

O caso está relacionado ao inquérito que resultou no indiciamento do deputado estadual Rodrigo Bacellar, do União Brasil, e do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias (foto em destaque).

Vazamento de informações

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado é suspeito de repassar informações sobre operações policiais a integrantes da facção criminosa.

O indiciamento inclui crimes como organização criminosa, obstrução de Justiça e favorecimento pessoal.

A apuração aponta que dados relacionados à Operação Zargun, que tinha como alvo TH Joias, teriam sido antecipados.

De acordo com os investigadores, o vazamento teria permitido que o então parlamentar reorganizasse seu entorno antes do cumprimento dos mandados judiciais.

No dia anterior à operação, ele teria deixado o imóvel em que morava, na Barra da Tijuca, com sinais de retirada apressada de objetos.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações indicam a existência de uma rede de proteção institucional, com acesso a informações reservadas que teriam beneficiado integrantes da facção.

Também foram indiciados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. O desembargador Macário Judice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, chegou a ser preso durante as investigações, mas não foi indiciado.

Segundo a Polícia Federal, a Lei Orgânica da Magistratura prevê procedimento específico para a responsabilização de magistrados.

 

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