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Mirelle Pinheiro

Policial que ameaçou e deu tiros disse que a "desgraçaria" no canavial.

Nesta quarta-feira (22/4), a coluna expôs, com exclusividade, áudios que revelam surtos agressivos do servidor público

22/04/2026 17:10, atualizado 23/04/2026 16:07
Material cedido ao Metrópoles
Policial que ameaçou e deu tiros disse que a “desgraçaria” no canavial

Ao ameaçar a então companheira com tiros, Bruno Moreira dos Santos (foto em destaque), escrivão da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), disse que “a desgraçaria em um canavial”. O servidor público virou alvo de investigação da Corregedoria-Geral após ser denunciado pela mulher.

A afirmação foi gravada em áudio no dia 30 de agosto de 2025, quando, na volta de uma festa, Bruno teve um surto violento contra a companheira. Após xingá-la e disparar tiros diversas vezes, a vítima, que preferiu manter sua identidade sob sigilo, implorou que o escrivão da PCDF a levasse à delegacia.

Em resposta ao pedido da mulher, Bruno respondeu: “Eu vou te desgraçar, sabe onde? No canavial! Você vai pro caralho. Cansei da sua idiotice! Vou ligar para a polícia”, grita o homem.

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 A gravação à qual a coluna teve acesso tem mais de 13 minutos e foi registrada em 30 de agosto de 2025
Coluna teve acessos aos áudios, com exclusividade, que mostram as agressões
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Coluna teve acessos aos áudios, com exclusividade, que mostram as agressões

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“Mato rindo”

Nesta quarta-feira (22/4), a coluna expôs, com exclusividade, áudios que revelam surtos agressivos do servidor público.

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Uma das gravações às quais a coluna teve acesso tem mais de 13 minutos e foi registrada em 30 de agosto de 2025. A violência teria sido iniciada após uma confusão em uma balada conhecida, localizada no centro de Brasília.

De acordo com a vítima, a fúria de Bruno teria começado após uma cliente do bar acionar os seguranças, afirmando que ele a teria empurrado. O escrivão, que, de acordo com a vítima, estava armado, teria pedido aos seguranças que puxassem as imagens das câmeras de monitoramento do estabelecimento, alegando não ter feito nada.

Ao sair do local, o escrivão da PCDF teria direcionado toda a fúria à companheira. No áudio, a vítima chega a implorar para que ele não atire e o questiona sobre o que teria feito. Em resposta, ele a ofende e continua as ameaças.

Em dado momento, depois de xingar a companheira seguidas vezes, Bruno se exalta, a ameaça e fala em “matar rindo” e “arrancar cabeças”.

“Eu mato os outros rindo! Você entendeu essa porra? Eu mato rindo; Eu mando pra casa do caralho. Eu pego o canivete e arranco o pescoço! Eu arranco no dente, porra; arma é o caralho! Eu corto a cabeça no dente! Eu fico três dias mordendo essa porra no dente!”

Enquanto gritava e ofendia a companheira, Bruno efetuou diversos disparos com uma arma. Os sons dos tiros ficaram registrados na gravação.

Ainda na noite do episódio, a mulher procurou uma delegacia e registrou um boletim de ocorrência contra o companheiro.

A PCDF informou que o caso é investigado. Confira a nota na íntegra:

“A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informa que, ao tomar conhecimento dos fatos envolvendo servidor da instituição, a Corregedoria-Geral adotou, de imediato, as providências legais cabíveis, instaurando inquérito policial para apuração completa das circunstâncias. O procedimento está em fase de conclusão.

No âmbito administrativo, foi determinada a retirada da arma de fogo funcional do servidor.

Medidas protetivas foram requeridas ao Poder Judiciário, deferidas e, posteriormente, revogadas por decisão judicial.”