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Manoela Alcântara

Mendonça determina o afastamento de Andrei Rodrigues da direção da PF

Decisão ocorre em meio ao avanço das investigações do Master. Ministro afirmou que medida é necessária para preservar a apuração do caso

08/09/2026 08:53, atualizado 08/09/2026 09:20
Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Diretor PF Andrei Augusto Passos Rodrigues durante cerimônia de Assinatura de Contrato entre BNDES e MJSP recursos do Fundo Amazônia - metrópoles

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8/9) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal,  Andrei Rodrigues. A medida ocorre em meio aos desdobramentos das investigações do caso do Banco Master.

O nome de Andrei Rodrigues surgiu em mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Master.

Na mesma decisão, o magistrado também ordenou o afastamento do delegado federal  Leandro Almada da Costa, diretor  de Inteligência Policial da PF.

Segundo o magistrado, a medida é necessária para que os integrantes da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”.

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O ministro determinou também a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.

De acordo com a decisão, o diretor-geral da PF encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News, ao menos seis “relatórios de inteligência” produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026.

“A par de existirem outras questões em torno das inadequações, disfuncionalidades, irregularidades e potenciais ilicitudes na conduta do senhor Andrei Augusto Passos Rodrigues, a superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência’ publicizados pelo ministro Alexandre de Moraes impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, escreveu Mendonça.

A peça aponta que o próprio André estava sendo monitorado ilicitamente por parte da inteligência policial há mais de 30 dias.

Entenda a crise

  • PF mapeou troca de mensagens e supostos encontros entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • Andrei Rodrigues e Paulo Gonet também apareceram em mensagens do banqueiro.
  • O ministro André Mendonça derrubou o sigilo do relatório da PF.
  • Com a crise instalada no Supremo, a PGR defendeu a nulidade dos atos de Mendonça;
  • Moraes pediu a abertura de uma investigação contra Mendonça no inquérito das Fake News.
  • André Mendonça apontou que era alvo de monitoramento ilícito da Polícia Federal.
  • Relator determinou o afastamento do diretor-geral da corporação.

Possível envolvimento

Uma troca de mensagens entre o dono do Master e o ministro do STF Alexandre de Moraes indica que o banqueiro pediu que o magistrado tentasse reverter as investigações sobre a instituição financeira junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Andrei Rodrigues.

“Não conseguimos reverter isso com Paulo e Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?”, escreveu o empresário a Moraes em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de ser preso pela primeira vez.