
Mirelle PinheiroColunas

Saiba quem é o policial do DF investigado após ameaçar ex com tiros. Veja vídeo
A corporação apura se os tiros teriam sido efetuados com a arma funcional do servidor
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O escrivão da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), investigado pela Corregedoria-Geral após ser denunciado pela ex-companheira, é Bruno Moreira dos Santos (foto em destaque). Nesta quarta-feira (22/4), a coluna expôs, com exclusividade, áudios que revelam surtos agressivos do servidor público.
Apesar de estar com medo, a vítima, que preferiu não se identificar, aceitou conceder entrevista. Em sua versão, os episódios de violência teriam ocorrido mais de uma vez ao longo de dois anos de relacionamento.
“Mato rindo”
A gravação à qual a coluna teve acesso tem mais de 13 minutos e foi registrada em 30 de agosto de 2025. A violência teria sido iniciada após uma confusão em uma balada conhecida, localizada no centro de Brasília.
De acordo com a vítima, a fúria de Bruno teria começado após uma cliente do bar acionar os seguranças, afirmando que ele a teria empurrado. O escrivão, que, de acordo com a vítima, estava armado, teria pedido aos seguranças que puxassem as imagens das câmeras de monitoramento do estabelecimento, alegando não ter feito nada.
Ao sair do local, o escrivão da PCDF teria direcionado toda a fúria à companheira. No áudio, a vítima chega a implorar para que ele não atire e o questiona sobre o que teria feito. Em resposta, ele a ofende e continua as ameaças.
Em dado momento, depois de xingar a companheira seguidas vezes, Bruno se exalta, a ameaça e fala em “matar rindo” e “arrancar cabeças”.
“Eu mato os outros rindo! Você entendeu essa porra? Eu mato rindo; Eu mando pra casa do caralho. Eu pego o canivete e arranco o pescoço! Eu arranco no dente, porra; arma é o caralho! Eu corto a cabeça no dente! Eu fico três dias mordendo essa porra no dente!”
Enquanto gritava e ofendia a companheira, Bruno efetuou diversos disparos com uma arma. Os sons dos tiros ficaram registrados na gravação.
Ainda na noite do episódio, a mulher procurou uma delegacia e registrou um boletim de ocorrência contra o companheiro.
A PCDF informou que o caso é investigado. Confira a nota na íntegra:
“A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informa que, ao tomar conhecimento dos fatos envolvendo servidor da instituição, a Corregedoria-Geral adotou, de imediato, as providências legais cabíveis, instaurando inquérito policial para apuração completa das circunstâncias. O procedimento está em fase de conclusão.
No âmbito administrativo, foi determinada a retirada da arma de fogo funcional do servidor.
Medidas protetivas foram requeridas ao Poder Judiciário, deferidas e, posteriormente, revogadas por decisão judicial.”




