Mirelle Pinheiro

Após ameaçar ex com tiros, policial diz que arma era de “chumbinho”. Veja vídeo

A coluna teve acesso aos áudios da violência; corporação investiga o caso

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Bruno Moreira dos Santos
1 de 1 Bruno Moreira dos Santos - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O escrivão da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Bruno Moreira dos Santos, flagrado em áudios ameaçando a ex-mulher e efetuando disparos, afirmou em depoimento que utilizou uma arma de “chumbinho” no episódio. A versão é investigada pela Corregedoria da corporação.

 

De acordo com informações da Polícia Civil do Distrito Federal à coluna, o servidor apresentou uma arma de pressão ao prestar esclarecimentos e negou ter utilizado a arma de fogo funcional registrada em seu nome.

Os áudios, obtidos com exclusividade pela coluna e revelados em reportagem anterior, mostram o momento em que o policial ameaça a ex-companheira e dispara diversas vezes durante uma discussão, iniciada após uma confusão em uma balada no centro de Brasília. O caso ocorreu em 30 de agosto de 2025.

Nas gravações, além dos tiros, o escrivão profere xingamentos e ameaças de morte, afirmando que “mata os outros rindo” e descrevendo, com detalhes, como cometeria agressões contra a vítima.

“Eu arranco no dente, porra; arma é o caralho! Eu corto a cabeça no dente! Eu fico três dias mordendo essa porra no dente!”, disse em um dos trechos.

Em nota, a PCDF informou que ao tomar conhecimento dos fatos envolvendo servidor da instituição, a Corregedoria-Geral adotou de imediato as providências legais cabíveis, instaurando inquérito policial para apuração completa das circunstâncias, o qual está em fase de conclusão. “No âmbito administrativo, foi determinada a retirada da arma de fogo funcional do servidor.”

Entenda

A coluna teve acesso a uma série de áudios que expõem episódios recorrentes de violência ao longo de cerca de dois anos de relacionamento. Segundo a vítima, as agressões verbais e ameaças se intensificavam principalmente quando o escrivão consumia bebidas alcoólicas.

Nos registros, é possível ouvir o homem em meio a xingamentos e ameaças: “Eu sou todo errado, porra. Que vida de merda que eu tenho. Eu não valho porra nenhuma. Eu sou um merda. Vai se fuder, filha da puta”, diz, enquanto sons de tiros são ouvidos ao fundo.

A reportagem localizou a vítima que, apesar de estar com medo, aceitou conceder entrevista sob a condição de não ser identificada. Ela detalhou a violência vivida durante o relacionamento e pediu justiça.

De acordo com o relato, a situação que desencadeou a gravação de 13 minutos começou após uma cliente do estabelecimento acionar seguranças, alegando ter sido empurrada. O escrivão, que estava armado, teria exigido acesso às imagens das câmeras de segurança do local.

Ao deixar o local, o servidor teria direcionado a fúria à companheira. No áudio, a vítima implora para que ele não atire e o questiona sobre o motivo da reação. Em resposta, ele a ofende e intensifica as ameaças.

Em determinado momento, Bruno afirma que “mata rindo” e faz novas ameaças: “Eu mato os outros rindo! Você entendeu essa porra? Eu mato rindo. Eu pego o canivete e arranco o pescoço.”

Enquanto gritava, ele efetuou diversos disparos. Os sons dos tiros ficaram registrados na gravação.

 

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