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Mirelle Pinheiro

Golpistas penhoram biju como se fosse ouro e deixam rombo na Caixa.

As operações ocorreram em diferentes agências do Distrito Federal e resultaram em prejuízo estimado em mais de R$ 800 mil

30/01/2026 12:27, atualizado 30/01/2026 15:43
PF/Divulgação
Golpistas penhoram biju como se fosse ouro e deixam rombo na Caixa

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (30/1), a Operação Ouro de Tolo para desarticular um grupo suspeito de fraudar contratos de penhor firmados com a Caixa Econômica Federal.

A investigação começou em outubro de 2025, após a área de segurança da instituição financeira identificar indícios de irregularidades na apresentação de joias usadas como garantia nos contratos. As peças entregues aos avaliadores seriam falsas.

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Com o avanço das apurações, e com apoio da Caixa, a Polícia Federal identificou 75 contratos de penhor realizados pelo grupo, todos com o mesmo padrão de atuação. As operações ocorreram em diferentes agências do Distrito Federal e resultaram em prejuízo estimado em mais de R$ 800 mil.

Nesta fase da operação, a Justiça autorizou o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão. Dois deles são executados no Distrito Federal e três na região de Florianópolis. Também foi determinado o bloqueio de bens dos investigados até o valor de R$ 803.833,59.

Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam joias confeccionadas com outros metais, apenas banhadas a ouro, com o objetivo de enganar os avaliadores e obter valores mais altos nos contratos de penhor.

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A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar a participação de outros envolvidos no esquema.