Mirelle Pinheiro

Esposa de policial que lutou pela vida: “Nunca sai da luta”. Veja vídeo

Com imagens da luta pela vida, vídeo relembra a batalha travada pelo policial desde que foi atingido por um tiro de fuzil em março de 2025

atualizado

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1 de 1 screenshot_10_3x2-1 - Foto: Reprodução/Instagram

Nesta segunda-feira (18/5), a esposa do policial Felipe Marques Monteiro, Keidna Marques, publicou um vídeo emocionante em homenagem ao companheiro. O policial civil morreu nesse domingo (17), após ficar mais de um ano internado e não resistir às complicações provocadas pelo tiro de fuzil que atingiu sua cabeça, durante uma operação aérea em Vila Aliança, Bangu (RJ).

As imagens mostram momentos da luta travada por Felipe desde o atentado, incluindo períodos de internação, reabilitação e registros ao lado da família e de colegas de farda.

“Há uma tempestade dentro de nós. Uma chama, um raio, uma determinação. Um desejo implacável de se superar e ir além do que qualquer um acreditava ser possível”, diz um trecho da narração do vídeo compartilhado nas redes sociais.

O narrador ainda continua: “Uma luta intensa, a mais intensa, mais fria, mais sombria e mais desagradável de todas as lutas. Uma parte minha estará sempre naquela montanha morta, como meus irmãos morreram. Mas uma outra parte minha sobreviveu, graças aos meus irmãos. Graças a eles ainda estou vivo. Eu nunca poderei esquecer que não importa a dor, a escuridão, nem a altura de onde você cai. Você nunca sai da luta.”

Na legenda da publicação, a mulher do policial relembrou os meses de sofrimento e esperança desde o dia em que Felipe foi baleado.

“Ainda me lembro do dia em que pedi um milagre. Confesso… com pouca fé, eu temi. Quando aquele tiro mudou tudo, começou uma luta que ninguém está preparado para viver”, escreveu.

Ela também destacou a força do marido durante o tratamento. “O Felipe lutou como sempre viveu. Com coragem. Com dignidade. Com fé. Eu vi de perto cada batalha. Do homem que voava para salvar vidas… ao guerreiro que lutava, dia após dia, pela própria.”

“Felipe não foi apenas um policial. Foi um homem que honrou sua missão até o fim. Um guerreiro. Do início ao fim.”

Relembre

Felipe estava internado desde 20 de março de 2025, quando foi baleado enquanto atuava como copiloto de uma aeronave do Serviço Aeropolicial da Core durante a Operação Torniquete.

A ação tinha como alvo uma quadrilha especializada em roubos de vans na Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, o grupo criminoso causou prejuízo superior a R$ 5 milhões ao setor de transporte turístico apenas em 2024.

Durante o sobrevoo na comunidade da Vila Aliança, criminosos atiraram contra o helicóptero da Polícia Civil. Felipe foi atingido na região da testa. O disparo perfurou o crânio do policial.

Socorrido em estado gravíssimo, ele foi levado inicialmente para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, e depois transferido para o Hospital São Lucas Copacabana.

Ao longo da internação, Felipe passou por uma sequência de procedimentos de alta complexidade e permaneceu durante meses sob cuidados intensivos.

Segundo médicos responsáveis pelo tratamento, o policial ficou em coma por um longo período e enfrentou graves comprometimentos cranianos provocados pelo tiro.

Ainda em 2025, ele passou por pelo menos três neurocirurgias. A primeira foi realizada logo após o ataque. Depois, precisou tratar um pseudoaneurisma cerebral e, posteriormente, passou pela implantação de uma prótese craniana para reconstrução dos ossos atingidos.

Após cerca de nove meses internado, Felipe chegou a receber alta hospitalar em dezembro do ano passado para iniciar um processo de reabilitação.

Nos últimos meses, porém, o quadro clínico voltou a se agravar. Segundo relatos da esposa, Felipe desenvolveu uma infecção relacionada à cirurgia da prótese craniana realizada em abril deste ano.

O policial precisou passar novamente por procedimentos para retirada de hematomas, controle de sangramentos e implantação de dreno cerebral.

Dias antes da morte, familiares afirmaram que o estado de saúde era grave e que Felipe vinha recebendo medicações mais fortes para tentar conter a infecção.

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