
Mirelle PinheiroColunas

Aliado de Marcola, Fuminho enfrenta câncer na Penitenciária Federal de Brasília
A operação de escolta e segurança montada para a permanência do preso fora do sistema penitenciário federal mobilizou mais de 200 policiais
atualizado
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Gilberto Aparecido dos Santos (foto em destaque), conhecido como “Fuminho” e apontado como um dos principais aliados históricos de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), está com câncer no intestino e precisou passar por tratamento médico em Brasília sob megaesquema de segurança.
A coluna apurou que o diagnóstico da doença levou Fuminho ao Hospital Santa Luzia, na Asa Sul, onde ele passou por cirurgia no domingo (17/5).
A operação de escolta e segurança montada para a permanência do preso fora do sistema penitenciário federal mobilizou mais de 200 policiais e envolveu forças federais e distritais.
Fuminho recebeu alta pouco depois da 1h desta segunda-feira (18/5).
Segundo fontes ligadas à operação, o procedimento foi eletivo e necessário em razão do tratamento contra o câncer, sem relação com qualquer situação emergencial ligada à prisão.
Mesmo sem integrar formalmente a chamada “sintonia final” do PCC, Fuminho é considerado pelas autoridades um dos criminosos mais influentes da facção e homem de extrema confiança de Marcola.
Durante anos, investigadores apontaram Gilberto Aparecido dos Santos como responsável pela estrutura internacional de tráfico de drogas ligada ao PCC.
Relatórios policiais o colocam como cabeça no envio de cocaína para outros países e no abastecimento de organizações criminosas ligadas à facção dentro do Brasil.
O nome dele também aparece em investigações relacionadas a planos de fuga e suporte operacional a lideranças do PCC.
Em 2018, a Polícia Civil do Ceará apontou Fuminho como mandante das mortes de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, integrantes do próprio PCC executados durante disputas internas da organização criminosa.
Naquele mesmo período, ele também foi investigado por suspeita de participação em um novo plano de resgate de Marcola.
A importância de Fuminho dentro do PCC fez com que ele integrasse a lista do Ministério da Justiça e Segurança Pública de criminosos mais procurados do país.
Ele responde por crimes ligados ao tráfico internacional de drogas, delitos patrimoniais e financiamento de fugas de lideranças criminosas.
Segundo fontes ouvidas pela coluna, o forte aparato de segurança montado durante o tratamento teve como principal objetivo evitar riscos de resgate, ataques ou qualquer movimentação criminosa durante a permanência de Fuminho no hospital.
