
Mirelle PinheiroColunas

Quem era o motoboy morto após acidente com motorista bêbado
Além das entregas realizadas durante a noite, Alex também atuava como pastor e radialista da rádio pentecostal Deus é Amor
atualizado
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O motoboy Alex Batista Pereira (foto em destaque), de 31 anos, morto em um grave acidente de trânsito na noite de sábado (16/5), em Maringá, no Paraná, conciliava diferentes rotinas para tentar construir uma nova vida na cidade. Natural de Regente Feijó, no interior de São Paulo, ele havia se mudado para o município em busca de oportunidades de trabalho e melhores condições para a família.
Além das entregas realizadas durante a noite, Alex também atuava como pastor e radialista da rádio pentecostal Deus é Amor.
Na noite do acidente, Alex trabalhava fazendo entregas para uma pizzaria quando acabou atingido violentamente por um carro no cruzamento da Rua Felipe Camarão com a Rua Martim Afonso, na Zona 2 de Maringá.
Segundo as investigações, o motorista Márcio Fantin Marcelino, de 47 anos, teria invadido a preferencial e batido contra a moto.
Com a força da colisão, Alex sofreu ferimentos gravíssimos e entrou em parada cardiorrespiratória ainda no local.
Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros realizaram manobras de reanimação durante vários minutos, mas o motoboy não resistiu.
Após o acidente, o motorista fugiu sem prestar socorro. Revoltados com a morte do colega, dezenas de motoboys iniciaram buscas pelo suspeito e descobriram o endereço onde ele estaria escondido.
Pouco depois, motociclistas se reuniram em frente à residência do homem em forma de protesto. Durante a manifestação, pedras foram arremessadas contra o imóvel.
Segundo a polícia, em meio à confusão, o suspeito apareceu armado na janela da casa e efetuou disparos na direção de motoboys, moradores e profissionais da imprensa que acompanhavam a ocorrência.
A Polícia Militar foi acionada e realizou a prisão do motorista. Conforme os PMs, foi constatado que ele apresentava sinais de embriaguez.
A arma usada pelo suspeito, uma pistola calibre .380, foi apreendida. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Maringá.