
Mirelle PinheiroColunas

Detalhe na camiseta de preso por estupro coletivo gera polêmica na web
Vitor Hugo Oliveira Simonin apareceu na delegacia usando uma blusa com a frase “não se arrependa de nada”, escrita em inglês
atualizado
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Vitor Hugo Oliveira Simonin (foto em destaque), preso por suspeita de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro (RJ), chamou a atenção ao comparecer à delegacia usando uma camiseta com a frase “Regret nothing”.
Traduzida para o português, a frase significa: “Não se arrependa de nada”. Nas redes sociais, internautas comentaram que a frase estampada na camiseta parecia uma forma de afrontar as autoridades e a sociedade.
“A frase na camisa poderia ser considerada um agravante de sentença, pois indica indiretamente que o réu, mesmo culpado, não sente remorso pelo ato ocorrido”, escreveu uma mulher. “É a certeza de que os privilégios podem livrá-lo”, completou outra.
Um homem afirmou que Vitor Hugo Oliveira Simonin demonstrou expressão de orgulho, erguendo a cabeça no momento da prisão. “Certamente, está sendo exaltado nos grupos do discord”, concordou outro.
Vitor Hugo se entregou na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), na manhã da última quarta-feira, 4 de março.
Conforme a coluna noticiou, ele é filho do agora ex-subsecretário José Carlos Costa Simonin, advogado e atuante em frentes de direitos humanos.
Pai denunciado
O ex-subsecretário estadual José Carlos Costa Simonin, pai de Vitor Hugo, também entrou na mira da Polícia Civil.
Uma mulher identificada como Sherazade Medina teria registrado ocorrência contra o homem por ameaça.
Conforme as informações da denúncia, a vítima teria publicado, em seu perfil nas redes sociais, um vídeo repercutindo o crime. O homem teria respondido a gravação em tom de deboche, sugerindo que a mulher “escondesse seus seios”.
“Ela é sua filha? É a sua cara. Kkk esconde esses peitos, independente”, escreveu o ex-subsecretário.
A mulher registrou a denúncia na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), unidade policial que investiga o estupro coletivo contra a adolescente.
A coluna noticiou, nesta segunda (9/3), outro caso em que o subsecretário foi exposto devido a mensagens enviadas nas redes sociais. Nesse caso, ele teria xingado o advogado da adolescente de 17 anos.
No print divulgado, José Carlos teria escrito: “Você também está querendo cinco minutos de fama. Vai trabalhar para pagar as suas contas. Vagabundo”.
Em resposta, o advogado afirmou: “Caro ex-subsecretário, vagabundo não sou, sou sim advogado e trabalho bastante. Inclusive para que o vagabundo do seu filho continue enjaulado, respondendo na Justiça pelo estupro que lhe é imputado. Cada um ocupa o lugar que escolheu, eu ao lado da vítima, e o senhor, passando a mão na cabeça de estuprador. A Justiça seguirá fazendo o resto”.






