Bombeira e cão de busca retornam ao Brasil após missão na Venezuela.
Dupla integrou equipe de resgate enviada para auxiliar vítimas dos terremotos no país

A cabo do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) Luana Maressa e seu companheiro de quatro patas, o K9 Logan, retornaram ao Brasil após participarem da missão humanitária de busca e resgate realizada na Venezuela, em apoio às vítimas dos terremotos que atingiram o país.
Em um vídeo publicado nas redes sociais nesse domingo (12/7), a bombeira registrou o momento da viagem de volta. Nas imagens, Logan aparece acomodado ao lado da militar nos assentos da aeronave e observa a paisagem pela janela durante o voo. Na legenda, Luana escreveu: “De volta pra casa! Em segurança!”.
A dupla integrou a chamada Operação Venezuela, e permaneceram por 14 dias auxiliando nas operações de busca, resgate e ajuda humanitária em áreas devastadas por uma sequência de terremotos que atingiu o país.
Nas redes sociais, Luana costuma compartilhar a rotina ao lado de Logan, incluindo treinamentos, operações de busca e momentos de lazer, como passeios em trilhas, cachoeiras, praias e viagens de bicicleta e barco.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO perfil também reúne registros de grandes missões das quais a dupla participou, entre elas as operações durante as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, quando bombeiros de diversos estados foram mobilizados para localizar vítimas e auxiliar a população atingida.
Em outra publicação, a bombeira explicou como funciona a parceria entre condutor e cão de busca e ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pela dupla.
“Esse aqui é o meu parceiro, o Logan. Eu trabalho com os cães de busca e resgate no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Nosso trabalho é silencioso, mas cheio de significado. Cada treino, cada operação e cada busca carregam um esforço físico e mental, mas tudo isso é sustentado pela conexão que temos com o nosso cão”, afirmou.
Segundo Luana, Logan é um cão proveniente de uma linhagem selecionada especificamente para atividades de busca e resgate. Ela explicou que a escolha de cães com genética conhecida aumenta a previsibilidade de características essenciais para o trabalho, como resistência, estabilidade emocional, foco e disposição.
“O cão jamais conseguiria executar uma tarefa tão complexa se fosse forçado. Quando treinamos um cão de trabalho, atendemos às necessidades físicas, cognitivas e mentais da espécie. Quando observamos sua linguagem corporal, vemos um animal trabalhando com vontade, satisfação e engajamento”, disse.
Luana ressaltou ainda que formar um cão de busca exige entre um ano e meio e dois anos de treinamento intenso, além de investimentos em capacitação e seleção genética.
“Isso não é vaidade. É ciência e responsabilidade com o dinheiro público, porque o nosso trabalho salva vidas e precisa funcionar. Todo esse esforço faz diferença quando estamos na lama, nos escombros ou na mata, não apenas buscando corpos, mas levando dignidade às famílias que esperam por respostas”, concluiu.





