Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

Bombeira e cão de busca retornam ao Brasil após missão na Venezuela.

Dupla integrou equipe de resgate enviada para auxiliar vítimas dos terremotos no país

13/07/2026 14:32
Reprodução/Instagram (@luana.maressa)
Bombeira e cão de busca retornam ao Brasil após missão na Venezuela

A cabo do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) Luana Maressa e seu companheiro de quatro patas, o K9 Logan, retornaram ao Brasil após participarem da missão humanitária de busca e resgate realizada na Venezuela, em apoio às vítimas dos terremotos que atingiram o país.

Em um vídeo publicado nas redes sociais nesse domingo (12/7), a bombeira registrou o momento da viagem de volta. Nas imagens, Logan aparece acomodado ao lado da militar nos assentos da aeronave e observa a paisagem pela janela durante o voo. Na legenda, Luana escreveu: “De volta pra casa! Em segurança!”.

A dupla integrou a chamada Operação Venezuela, e permaneceram por 14 dias auxiliando nas operações de busca, resgate e ajuda humanitária em áreas devastadas por uma sequência de terremotos que atingiu o país.

Nas redes sociais, Luana costuma compartilhar a rotina ao lado de Logan, incluindo treinamentos, operações de busca e momentos de lazer, como passeios em trilhas, cachoeiras, praias e viagens de bicicleta e barco.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro

O perfil também reúne registros de grandes missões das quais a dupla participou, entre elas as operações durante as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, quando bombeiros de diversos estados foram mobilizados para localizar vítimas e auxiliar a população atingida.

Em outra publicação, a bombeira explicou como funciona a parceria entre condutor e cão de busca e ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pela dupla.

“Esse aqui é o meu parceiro, o Logan. Eu trabalho com os cães de busca e resgate no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Nosso trabalho é silencioso, mas cheio de significado. Cada treino, cada operação e cada busca carregam um esforço físico e mental, mas tudo isso é sustentado pela conexão que temos com o nosso cão”, afirmou.

Segundo Luana, Logan é um cão proveniente de uma linhagem selecionada especificamente para atividades de busca e resgate. Ela explicou que a escolha de cães com genética conhecida aumenta a previsibilidade de características essenciais para o trabalho, como resistência, estabilidade emocional, foco e disposição.

“O cão jamais conseguiria executar uma tarefa tão complexa se fosse forçado. Quando treinamos um cão de trabalho, atendemos às necessidades físicas, cognitivas e mentais da espécie. Quando observamos sua linguagem corporal, vemos um animal trabalhando com vontade, satisfação e engajamento”, disse.

Luana ressaltou ainda que formar um cão de busca exige entre um ano e meio e dois anos de treinamento intenso, além de investimentos em capacitação e seleção genética.

“Isso não é vaidade. É ciência e responsabilidade com o dinheiro público, porque o nosso trabalho salva vidas e precisa funcionar. Todo esse esforço faz diferença quando estamos na lama, nos escombros ou na mata, não apenas buscando corpos, mas levando dignidade às famílias que esperam por respostas”, concluiu.

Bombeira e cão de busca retornam ao Brasil após missão na Venezuela