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Mirelle Pinheiro

Mãe denunciada pelo filho negociou morte por WhatsApp: “Mata a tiro”

Segundo a Polícia Civil, ela teria oferecido R$ 3 mil para que um homem executasse o crime

13/07/2026 06:59
Reprodução
Mãe denunciada pelo filho negociou morte por WhatsApp: “Mata a tiro”

Mensagens de WhatsApp obtidas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) mostram como uma mulher de 41 anos negociou a morte de uma servidora pública após perder a guarda dos três filhos. Em uma das conversas, ela pede a um intermediário que faça um “trabalho” para ela. Ao ser questionada sobre o que pretendia, responde: “Apagar uma infeliz do mapa”.

A suspeita foi presa preventivamente na sexta-feira (10/7), em Abatiá, no norte do Paraná, durante uma ação da PCPR com apoio da Polícia Militar. Ela é investigada por tentativa de homicídio duplamente qualificado.

As conversas mostram que o plano foi tratado ao longo de vários dias. Em outro trecho, a mulher afirma que queria que a vítima fosse morta a tiros. “Quero que mate ela a tiro.”

O interlocutor responde que o executor não apareceria pessoalmente e pergunta quando o pagamento seria feito. A investigada então diz: “Vamos deixar para o dia sete. É o dia em que eu recebo.”

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Segundo a Polícia Civil, ela teria oferecido R$ 3 mil para que um terceiro executasse o crime.

As investigações apontam que a motivação seria uma vingança contra uma funcionária da instituição de acolhimento onde estão os três filhos da mulher. Conforme o delegado Luis Guilherme Almeida, a suspeita responsabilizava a servidora pela perda da guarda das crianças e, além de procurar um executor, passou a monitorar a rotina da vítima para facilitar uma emboscada.

O plano só foi descoberto porque o filho mais velho da investigada, um adolescente, encontrou as mensagens no celular da mãe. Antes que a conversa fosse apagada, ele gravou parte do conteúdo em vídeo. De acordo com a polícia, após descobrir que o filho havia visto as mensagens, a mulher o ameaçou de morte para que permanecesse em silêncio.

Mesmo assim, o adolescente procurou a rede de assistência do município, apresentou a gravação e denunciou o caso. A partir das informações, os investigadores identificaram o homem que conversava com a suspeita.

Segundo a PCPR, ele confirmou ter sido procurado para cometer o homicídio e colaborou com a investigação, entregando elementos que ajudaram a comprovar o planejamento do crime. A perícia realizada nos celulares também encontrou fotografias da vítima e de outros servidores públicos, indicando que a rotina deles vinha sendo monitorada.

Diante das provas reunidas e da ameaça feita ao próprio filho da investigada, a Vara Criminal de Ribeirão do Pinhal decretou a prisão preventiva da mulher.

O inquérito está em fase final. A suspeita deverá responder por tentativa de homicídio duplamente qualificado, e o caso será encaminhado ao Ministério Público do Paraná.