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Milena Teixeira

PL se surpreende com elo de Castro e Vorcaro e vê candidatura derreter

Dirigentes do partido avaliam que operação da Polícia Federal inviabiliza projeto eleitoral de Claudio Castro no Rio em 2026

26/05/2026 18:43, atualizado 26/05/2026 19:44
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro

Integrantes da cúpula do PL afirmam ter sido surpreendidos pela dimensão da relação entre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o empresário  Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelada nas investigações da Polícia Federal.

A oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta terça-feira (26/5), aponta que Castro mantinha um “vínculo pessoal estreito” com Vorcaro. Relação que, segundo a PF, teria ultrapassado contatos meramente institucionais.

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Em cerimônia, Cláudio Castro assina renúncia ao governo do Rio de Janeiro
Ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro
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Arte/Divulgação/VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Em cerimônia, Cláudio Castro assina renúncia ao governo do Rio de Janeiro
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Em cerimônia, Cláudio Castro assina renúncia ao governo do Rio de Janeiro

Reprodução/Governo do Rio de Janeiro
Ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro
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Ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Nos bastidores, dirigentes do PL avaliam que a operação atingiu em cheio o projeto eleitoral de Castro para 2026. Integrantes da legenda afirmam reservadamente que a candidatura do ex-governador ao Senado derreteu após a nova ação da Polícia.

Pesa contra Castro, ainda, o fato de ele ter sido alvo de operações da corporação duas vezes em menos de 15 dias, o que ampliou o desgaste político dentro do partido e entre aliados do ex-presidente.

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Diante do cenário, o PL já começa inclusive discutir alternativas para a disputa no Rio de Janeiro. Entre os nomes citados por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estão o senador Carlos Portinho, os deputados federais Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante e Eduardo Pazuello.

A ação da PF

A Polícia Federal afirma que os investimentos do RioPrevidência no Banco Master não eram motivados por critérios técnicos, mas pelo “alinhamento político” e pela “relação pessoal” entre o governador Cláudio Castro e Daniel Vorcaro, então controlador da instituição financeira.

Além dos aportes bilionários feitos pelo fundo previdenciário dos servidores estaduais fluminenses no Master, a PF sustenta que o “vínculo pessoal estreito” entre Castro e Vorcaro também teria influenciado a indicação de nomes para cargos-chave na diretoria do RioPrevidência.

Segundo a investigação, o RioPrevidência realizou aportes que somam mais de R$ 3,6 bilhões no Banco Master, incluindo valores aplicados em fundos e letras financeiras emitidas pela instituição de Vorcaro.