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Milena Teixeira

O recado curto de Eduardo Braga ao indicado à CVM

Otto Lobo tenta articulação no Senado, mas enfrenta cautela de senadores envolvidos no processo de sua indicação ao comando da CVM

06/05/2026 02:00, atualizado 06/05/2026 07:07
Igo Estrela/Metropoles
Relator da reforma tributária, senador Eduardo Braga (MDB AM), acaba de votar favorável ao parecer - Metrópoles

Indicado do presidente Lula para chefiar a Comissão de Valores Mobiliários, Otto Lobo tentou fazer o tradicional “beija-mão” com senadores envolvidos na articulação de sua nomeação, mas teve atuação discreta.

Parlamentares relataram à coluna que o relator da indicação, senador Eduardo Braga (MDB-AM), foi econômico nas palavras ao cumprimentar o ex-diretor da autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.

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Relator da reforma tributária, senador Eduardo Braga (MDB AM)
Senador Eduardo Braga (MDB-AM)
Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
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Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

Reprodução
Relator da reforma tributária, senador Eduardo Braga (MDB AM)
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Relator da reforma tributária, senador Eduardo Braga (MDB AM)

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Senador Eduardo Braga (MDB-AM)
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Senador Eduardo Braga (MDB-AM)

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Segundo essas fontes, Braga afirmou a Otto que só trataria do assunto em seu gabinete e no momento adequado.

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Como a coluna mostrou, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, senador Renan Calheiros (MDB-AL), impôs condição para dar andamento à sabatina.

Renan quer conversar com o presidente antes de pautar o tema, em meio ao desgaste recente no Senado após a derrota do ministro da AGU, Jorge Messias, entre parlamentares.

Aliados afirmam que o senador busca sinal claro de Lula sobre a manutenção ou não da indicação.

A indicação e as resistências

Indicado em janeiro pelo presidente, Otto Lobo, ex-diretor e ex-presidente interino da CVM, ainda depende da aprovação da CAE e do plenário para assumir o cargo. O processo, contudo, enfrenta resistência e vem sendo conduzido com cautela.

Nos bastidores, o tema envolve disputas políticas que passam pelo apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, além de questionamentos de integrantes do próprio Ministério da Fazenda e de órgãos de controle.