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Milena Teixeira

A condição de Renan para avançar com a sabatina de indicado à CVM

Presidente da CAE quer falar com Lula antes de pautar sabatina de Otto Lobo em meio a resistências no Senado Federal

05/05/2026 05:30, atualizado 05/05/2026 06:02
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Renan Calheiros durante comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 1303 25, que tributa aplicações financeiras e ativos virtuais Metropoles 2

Senadores relatam que o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos impôs condição para dar andamento à sabatina de Otto Lobo no Senado.

Indicado em janeiro por Lula para a Comissão de Valores Mobiliários, o ex-diretor e ex-presidente interino foi escolhido para chefiar a autarquia ligada ao Ministério da Fazenda. Para tomar posse, porém, ainda depende do aval da CAE e do plenário.

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Reprodução

Segundo apurou a coluna, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) quer conversar com o presidente antes de colocar o tema em pauta, em meio ao desgaste recente no Senado após o ministro da AGU, Jorge Messias, sofrer derrota entre parlamentares.

De acordo com aliados, Renan busca sinal claro de Lula sobre a manutenção, ou não, da indicação.

A mensagem presidencial já foi enviada à comissão, sob relatoria do senador Eduardo Braga. O processo, contudo, enfrenta resistência e vem sendo conduzido com cautela.

Nos bastidores, o tema envolve disputas políticas que passam pelo apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, além de questionamentos de integrantes do próprio Ministério da Fazenda e de órgãos de controle.

 Quem é Otto Lobo?

O indicado por Lula para comandar a CVM exerceu o cargo, de forma interina, até o dia 31 de dezembro do ano passado, quando terminou o seu mandato. Ele era diretor da autarquia desde 2022.

Lobo assumiu o comando interino da CVM após a saída do então presidente da autarquia, João Pedro Nascimento, em julho do ano passado, dois anos antes do fim do mandato.

Até que novo nome seja aprovado pelos senadores, a CVM é presidida, interinamente, pelo diretor João Accioly. A outra cadeira do colegiado é ocupada atualmente pela diretora Marina Copola. O quórum mínimo para as reuniões e os julgamentos da CVM é de três diretores.